sábado, 21 de dezembro de 2013




Na audiência geral na praça de São Pedro o Pontífice falou sobre o nascimento de Jesus

Como um de nós 

Deus vem para estar connosco, ele é o "Deus connosco". E para que o povo grave bem esta realidade no coração o Papa Francisco pediu aos fiéis, reunidos na manhã de quarta-feira, 18 de Dezembro, na praça de São Pedro para o habitual encontro da audiência geral, que repetissem várias vezes juntamente com ele: "Deus está connosco".
E a praça seguiu-o, ritmando em uníssono estas três palavras. O Natal, explicou o Pontífice, recorda exactamente a escolha de Jesus de habitar no nosso mundo real, marcado por "divisões, malvadez, pobreza, prepotências e guerras". E fazendo assim tornou-se "como um de nós". Esta, continuou o bispo de Roma, é "a manifestação de que Deus se "declarou" de uma vez por todas da parte do homem, para nos salvar, para nos tirar do pó das nossas misérias, das nossas dificuldades, dos nossos pecados". Eis por que o Natal é uma "festa da confiança e da esperança que vai além da incerteza e do pessimismo".
Portanto, foi neste espírito natalício que se realizou o último encontro semanal do Papa com os fiéis no ano que está para se concluir. A próxima audiência geral será realizada na quarta-feira, 8 de Janeiro de 2014. Neste espírito deve ser interpretado o gesto de delicadeza do Papa Francisco em relação ao seu predecessor, Bento XVI, com o qual falou pelo telefone, para o saudar e desejar boas-festas.
Na catequese o Pontífice insistiu sobre a necessidade de viver o Natal fazendo-nos "pequenos com os pequenos e pobres com os pobres". Porque é "triste - observou - quando se vê um cristão que não quer abaixar-se, que se recusa a servir". A atitude correcta com a qual viver o Natal, ao contrário, é prestar atenção a quantos estão sozinhos, aos pobres, marginalizados, famintos, desabrigados, sofredores ou provados pelas guerras, em particular, as crianças. A todos eles devemos abrir "os nossos corações de modo que participem da nossa alegria", disse no final da audiência: deixemos para eles - foi o seu convite para um Santo Natal - "um lugar vazio à mesa da grande ceia da Vigília".


(©L'Osservatore Romano - 19-26 de dezembro de 2013)

domingo, 6 de outubro de 2013

O Papa nunca adotou a "teologia" da libertação, diz autoridade do vaticano

Dom Angelo Becciu (foto Grupo ACI)
ROMA, 24 Set. 13 / 09:05 am (ACI/EWTN Noticias).- O Substituto da Secretaria de Estado do Vaticano, Dom Angelo Becciu, assinalou categoricamente que "o Papa nunca adotou a teologia da libertação entendida no sentido ideológico", em uma entrevista concedida ontem (23 de set) ao jornal italiano Corriere della Sera.
As declarações do Arcebispo Becciu se dão apenas alguns dias depois do encontro entre o Papa Francisco e o Padre Gustavo Gutierrez, teólogo peruano considerado como um dos pais da controvertida teologia da libertação. Este encontro ocorreu a pedido do Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Arcebispo Gerhard Muller.
Na entrevista publicada ontem no jornal italiano e em que o Prelado fala sobre o discurso do Papa deste domingo em Cagliari (Itália), Dom Becciu disse que o Santo Padre "nunca aceitou a teologia da libertação entendida no sentido ideológico e foi severo com os que queriam transformar a Igreja em uma ONG. Isto o leva a gritar com mais autoridade contra as injustiças do capitalismo selvagem".
Dom Becciu disse também que "foi clara a sua crítica (do Papa) a um sistema econômico e financeiro onde prevalece o ídolo do dinheiro e que pelo proveito está disposto a tudo, a sacrificar os direitos fundamentais".
O Prelado explicou logo que "a verdadeira teologia da libertação é a que também a Igreja adotou e aprovou: a teologia em que Deus está em primeiro lugar e busca defender os pobres fazendo-se expressão da solidariedade e do esforço dos católicos".
Para Dom Becciu, o discurso do Santo Padre é essencialmente cristológico: "a salvação total frente a Jesus. Quem tem deve compartilhar e investir: o caminho inteligente de quem atua da maneira adequada. Falar de pauperismo empobrece o discurso. É a Doutrina Social da Igreja: o dinheiro não pode ser a meta".

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Por que Pe Pio apanhava do demônio?

http://padrepauloricardo.org/episodios/por-que-padre-pio-apanhava-do-demonio

A bandeira ideológica do aborto


 

Sabemos, como sociedade formada e informada, que diversas ONG's nacionais e (sobretudo) internacionais fomentam a formação de grupos sistematicamente organizados para divulgar, defender e promover estas práticas no país. Entretanto, é publicamente conhecida a aversão da maioria da população brasileira a tais práticas.
É ainda conhecida a série de discussões filosóficas e científicas acerca do começo e do fim da vida. Gostaria de situar um pouco daquilo que honestamente posso observar acerca do conceito de vida. Desde quando o ser humano existe sobre a superfície terrestre, o desenvolvimento da civilização tem se mostrado nos momentos em que ele se nota um ser para os outros. De fato, o próprio surgimento daquilo que comumente se chama natureza, procede de acontecimentos fisicamente improváveis e decorre de uma série de fatores assim notados pelas ciências físicas que conferem um equilíbrio ainda não totalmente compreendido. Dentro da dinâmica do processo de desenvolvimento orgânico da assim chamada natureza, a própria irrupção do homem e sua permanência como ser a ela integrado é algo ainda mais improvável, procedente de um profundo exercício da vontade, da inteligência e dos sentimentos. Foram tais elementos que levaram o homem a uma verdadeira batalha, não diria contra a natureza, mas em profunda tensão com ela. As relações do homem com a natureza nem sempre foram das mais harmoniosas, mas houve, por longos e longos séculos, a compreensão de que essa tensão exigiria uma série de atitudes, que hoje, com a compreensão que temos, poderíamos chamar de sacrifícios.

De uma forma geral, a manifestação das propriedades dos elementos da natureza são uma maneira sacrifical de existir, onde aquilo que não era expresso, passa a ser expresso, nomeado e caracterizado pelo homem, em função de transformações as mais diversas, que viriam em favor de um devir. O que seria esse devir?

Não é difícil afirmar que estamos diante de um esforço para a preservação da espécie humana e de um cuidado especial para com a prole. Ou seja, ao longo do desenvolvimento orgânico da consciência humana sobre a superfície terrestre, esta apontou para o fato de que o homem provinha de um sacrifício e estava destinado a isso se quisesse ver a alegria de sua família, de seu clã e de sua nação. O desenvolvimento das civilizações se deu quando essa consciência estava aguçada e firmemente estabelecida  no seio da sociedade. Quando essa consciência se desligava desse fato, sérias inflexões ocorriam, como acontecera no Império Grego e no Império Romano.


O desenvolvimento da cultura, das ciências e das artes no Ocidente seguiu essa linha de ação e de consciência e a maioria das realidades que dizem respeito ao desenvolvimento científico e tecnológico de que hoje desfrutamos se deve a esse papel da civilização ocidental.

Com esses parágrafos, gostaria de afirmar primeiramente: o homem é uma realidade de sacrifício. Surgiu através de um, sua vida encontrará significado nas diversas entregas de sua história, até que venha, se assim permitido, expirar no sacrifício último de sua vida, tendo exalado nos seus últimos dias sabedoria para as gerações em função das quais este ser foi sacrificado do começo ao fim.


 
Porém, vemos aqui o homem sacrificado, mas ao redor dele, se assim podemos nos expressar, temos um jardim: uma juventude (seus filhos e netos) cheia de significado, encontrando nas diversas realidades aquela saudável tensão com a natureza e com seus pares; obras as mais diversas, seja nos serviços mais simples, seja no desenvolvimento da ciência e da tecnologia, seja no atendimento a doentes e agonizantes, seja ainda na transmissão do conhecimento, seja enfim no envolvimento positivo em decisões políticas que levem seu país a se tornar um modelo de humanidade para todas as nações. O que brevemente quis expor aqui é que essa realidade sacrifical de onde o homem vem (gratuitamente, por meio de um ventre feminino) e para onde se destina (naturalmente, através de uma vida sábia) não permite, honestamente, dizer que a vida pertence a si.


Também não pertence à arbitrariedade dos Estados, como já se pode observar em certos países (que não demoram a entrar em colapso). Diria que a vida é algo maior do que o homem, que ela contém o homem, mas que este jamais pode dispôr dela. No sentido de que, quanto mais conhecemos algo acerca da vida, mais percebemos que temos muito a conhecer, uma conclusão natural deste fato é a de que a vida é um mistério. Definir a vida, esquadrinhar a vida, encapsulá-la ou, por fim, esquartejá-la é algo cujas consequências mais radicais podem não ser controláveis em médio prazo.

Quando afirmo isso, penso, por exemplo, no Império Romano, que, depois de períodos de pujante riqueza, mas de profundas arbitrariedades sobre a vida, sobre quem deveria viver ou não, começou a entrar em grande colapso, até o momento em que os bárbaros, vindos do norte da Europa, saquearam-no por completo, e este continente teve de conviver, pelo menos, 200 anos num universo de falta de sentido para o ser humano, e completa desagregação social. Poderíamos elencar algo de certos abusos que ocorreram quando membros do clero europeu, pelos idos dos 1400 aos 1600, também assim interpretaram certo domínio sobre a vida e mesmo as instituições eclesiásticas passar, por sérios colapsos entre os séculos XVI e XVIII. Porém, as mais horrendas manifestações de arbitrariedade encontraram suas expressões nos regimes nazi-fascistas e comunistas do século XX. Os primeiros, além de matar mais de 6 milhões de judeus, além de outros inimigos do regime, conseguiram energizar uma grande guerra em que outros tantos foram vítimas, num desejo insano de estabelecer uma hegemonia racial. Os outros, já desde a revolução bolchevique até as demais herdeiras, conseguiram destruir cerca de cem vezes mais vidas do que os regimes nazi-fascistas ou quaisquer outros. Bem, hoje vemos países extremamente pobres (como Cuba, Albânia ou Coréia do Norte) ou extremamente caros (como a própria Rússia) ou extremamente opressores (como a China).

Trocando em miúdos, independente da corrente que se siga, dispor da vida alheia é sempre um risco para a própria nação. Mesmo que um cidadão não venha a acreditar num devir após seu período de existência na terra, pode-se pensar num devir aqui. A idéia de dispor de vidas, decidindo-se sobre quem devia viver ou não, proveio não raras vezes da idéia de construir  uma vida com qualidade perfeita na superfície da terra. Até hoje, com tudo isso, não conheço nação que a tenha encontrado, pois, mesmo quando se chega a níveis máximos de IDH, o índice de suicídios (assistidos ou não) também os acompanha... Ao menos, assim acontece nos Flandres e na Escandinávia.

Fala-se, pois, do direito da mulher. Diz-se de que ela é dona do próprio corpo. Não entendo que seja, como eu, um homem, também não o sou. Ainda que fosse dona, um nascituro, um zigoto, um embrião, um feto, um bebê, não faz parte de seu corpo. É outro ser, traz em si todas as informações genéticas que o irão individuar. Mesmo que o corpo da mulher lhe pertencesse, a criança não lhe pertenceria.

 
A propósito, há pouco dizíamos algo sobre sacrifício. Há sacrifício que gera vida, que planta um verdadeiro jardim no universo; há também sacrifício que gera morte e desgraça. Como realizar um aborto e sentir-se com a consciência livre, capaz de juistificá-lo e até defendê-lo? A realidade observada é que a maioria das mulheres que o fazem, voluntariamente ou não, trazem uma marca terrível em sua consciência e prefeririam esquecer daquele momento de sua história. Mas isso é impossível.
Eu arriscaria responder à pergunta: somente quando há uma resoluta e inarredável decisão em afirmar, até onde é possível ao ser humano, que a vida pertence a si, ou seja, ele é maior do que a vida. Se é maior de que esse mistério, o que mais seria mistério? E o que mais seria inextricável e mesmo respeitável? Essa auto-afirmação seria o princípio do colapso civilizacional.

As instituições que, por outro lado, fomentam o infanticídio (igualmente a eutanásia) estão movidas por propósitos que estão além de minha compreensão, mas parece muito coerente com a prática vigente de só preservar aquilo que tem valor agregado a curto prazo. Crianças (a depender de como elas venham ou de como as mães fiquem) e idosos não são assim para tal lógica. E mais uma vez, decide-se sobre quem deve ou não viver.

http://epectase.blogspot.com.br/

sábado, 7 de setembro de 2013

Homilia do Papa na vigília de jejum e oração pela paz na Síria, no Medio Oriente e no Mundo

2013-09-07 Rádio Vaticana
«Deus viu que isso era bom» (Gn 1,12.18.21.25). A narração bíblica da origem do mundo e da humanidade nos fala de Deus que olha a criação, quase a contemplando, e repete uma e outra vez: isso é bom. Isso nos permite entrar no coração de Deus e recebermos a sua mensagem que procede precisamente do seu íntimo. Podemos nos perguntar: qual é o significado desta mensagem? O que diz esta mensagem para mim, para ti, para todos nós?
Simplesmente nos diz que o nosso mundo, no coração e na mente de Deus, é “casa de harmonia e de paz” e espaço onde todos podem encontrar o seu lugar e sentir-se “em casa”, porque é “isso é bom”. Toda a criação constitui um conjunto harmonioso, bom, mas os seres humanos em particular, criados à imagem e semelhança de Deus, formam uma única família, em que as relações estão marcadas por uma fraternidade real e não simplesmente de palavra: o outro e a outra são o irmão e a irmã que devemos amar, e a relação com Deus, que é amor, fidelidade, bondade, se reflete em todas as relações humanas e dá harmonia para toda a criação. O mundo de Deus é um mundo onde cada um se sente responsável pelo outro, pelo bem do outro. Esta noite, na reflexão, no jejum, na oração, cada um de nós, todos nós pensamos no profundo de nós mesmos: não é este o mundo que eu desejo? Não é este o mundo que todos levamos no coração? O mundo que queremos não é um mundo de harmonia e de paz, em nós mesmos, nas relações com os outros, nas famílias, nas cidades, nas e entre as nações? E a verdadeira liberdade para escolher entre os caminhos a serem percorridos neste mundo, não é precisamente aquela que está orientada pelo bem de todos e guiada pelo amor?
Mas perguntemo-nos agora: é este o mundo em que vivemos? A criação conserva a sua beleza que nos enche de admiração; ela continua a ser uma obra boa. Mas há também “violência, divisão, confronto, guerra”. Isto acontece quando o homem, vértice da criação, perde de vista o horizonte da bondade e da beleza, e se fecha no seu próprio egoísmo.
Quando o homem pensa só em si mesmo, nos seus próprios interesses e se coloca no centro, quando se deixa fascinar pelos ídolos do domínio e do poder, quando se coloca no lugar de Deus, então deteriora todas as relações, arruína tudo; e abre a porta à violência, à indiferença, ao conflito. É justamente isso o que nos quer explicar o trecho do Gênesis em que se narra o pecado do ser humano: o homem entra em conflito consigo mesmo, percebe que está nu e se esconde porque sente medo (Gn 3, 10); sente medo do olhar de Deus; acusa a mulher, aquela que é carne da sua carne (v. 12); quebra a harmonia com a criação, chega a levantar a mão contra o seu irmão para matá-lo. Podemos dizer que da harmonia se passa à desarmonia? Não. Não existe a “desarmonia”: ou existe harmonia ou se cai no caos, onde há violência, desavença, confronto, medo...

È justamente nesse caos que Deus pergunta à consciência do homem: «Onde está o teu irmão Abel?». E Caim responde «Não sei. Acaso sou o guarda do meu irmão?» (Gn 4, 9). Esta pergunta também se dirige a nós, assim que também a nós fará bem perguntar: 
- Acaso sou o guarda do meu irmão? Sim, tu és o guarda do teu irmão! Ser pessoa significa sermos guardas uns dos outros! Contudo, quando se quebra a harmonia, se produz uma metamorfose: o irmão que devíamos guardar e amar se transforma em adversário a combater, a suprimir. Quanta violência surge a partir deste momento, quantos conflitos, quantas guerras marcaram a nossa história! Basta ver o sofrimento de tantos irmãos e irmãs. Não se trata de algo conjuntural, mas a verdade é esta: em toda violência e em toda guerra fazemos Caim renascer. Todos nós! E ainda hoje prolongamos esta história de confronto entre irmãos, ainda hoje levantamos a mão contra quem é nosso irmão. Ainda hoje nos deixamos guiar pelos ídolos, pelo egoísmo, pelos nossos interesses; e esta atitude se faz mais aguda: aperfeiçoamos nossas armas, nossa consciência adormeceu, tornamos mais sutis as nossas razões para nos justificar. Como fosse uma coisa normal, continuamos a semear destruição, dor, morte! A violência e a guerra trazem somente morte, falam de morte! A violência e a guerra têm a linguagem da morte!
3. Neste ponto, me pergunto: É possível percorrer outro caminho? Podemos sair desta espiral de dor e de morte? Podemos aprender de novo a caminhar e percorrer o caminho da paz? Invocando a ajuda de Deus, sob o olhar materno da Salus Populi romani, Rainha da paz, quero responder: Sim, é possível para todos! Esta noite queria que de todos os cantos da terra gritássemos: Sim, é possível para todos! E mais ainda, queria que cada um de nós, desde o menor até o maior, inclusive aqueles que estão chamados a governar as nações, respondesse: - Sim queremos! A minha fé cristã me leva a olhar para a Cruz. Como eu queria que, por um momento, todos os homens e mulheres de boa vontade olhassem para a Cruz! Na cruz podemos ver a resposta de Deus: ali à violência não se respondeu com violência, à morte não se respondeu com a linguagem da morte. No silêncio da Cruz se cala o fragor das armas e fala a linguagem da reconciliação, do perdão, do diálogo, da paz. Queria pedir ao Senhor, nesta noite, que nós cristãos, os irmãos de outras religiões, todos os homens e mulheres de boa vontade gritassem com força: a violência e a guerra nunca são o caminho da paz! Que cada um olhe dentro da própria consciência e escute a palavra que diz: sai dos teus interesses que atrofiam o teu coração, supera a indiferença para com o outro que torna o teu coração insensível, vence as tuas razões de morte e abre-te ao diálogo, à reconciliação: olha a dor do teu irmão e não acrescentes mais dor, segura a tua mão, reconstrói a harmonia perdida; e isso não com o confronto, mas com o encontro! Que acabe o barulho das armas! A guerra sempre significa o fracasso da paz, é sempre uma derrota para a humanidade. Ressoem mais uma vez as palavras de Paulo VI: «Nunca mais uns contra os outros, não mais, nunca mais... Nunca mais a guerra, nunca mais a guerra! (Discurso às Nações Unidas, 4 de outubro de 1965: ASS 57 [1965], 881). «A paz se afirma somente com a paz; e a paz não separada dos deveres da justiça, mas alimentada pelo próprio sacrifício, pela clemência, pela misericórdia, pela caridade» (Mensagem para o Dia Mundial da Paz, de 1976: ASS 67 [1975], 671). Perdão, diálogo, reconciliação são as palavras da paz: na amada nação síria, no Oriente Médio, em todo o mundo! Rezemos pela reconciliação e pela paz, e nos tornemos todos, em todos os ambientes, em homens e mulheres de reconciliação e de paz. Amém.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Qual a diferença entre a monarquia e a república para o BRASIL

Monarquia X República

Publicado em: 09/04/2010 Brasil Imperial.org.br 
Bandeira Imperial do Brasil


A Monarquia é uma forma de governo moderna e eficiente. Das 12 economias mais fortes do mundo atual, 8 são monarquias.
A República está sendo questionada em vários países, pois não tem solucionado seus problemas. Haja vista que, das 165 repúblicas atuais, só 11 mantêm regime democrático há mais de 20 anos.
    
O Monarca, sendo vitalício, pode inspirar e conduzir um projeto nacional, com obras de longo alcance e longo prazo.
O Presidente tem quatro anos para elaborar e executar o seu projeto de governo, cujo alcance é forçosamente limitado.
      
O Monarca não tem interesse em interromper os projetos de seus antecessores, dos quais participa antes mesmo de subir ao trono.
O Presidente quer executar o seu próprio projeto e, com freqüência, interrompe as obras dos antecessores. Em geral, não consegue completar os projetos iniciados por ele, que serão igualmente abandonados por seu sucessor.
    
O Brasil, como Império, era um país do primeiro mundo, junto com os Estados Unidos da América, Inglaterra e Alemanha.
A República conduziu o Brasil à condição de país do terceiro mundo, do qual a tendência é descer mais.
   
Se tivéssemos mantido a Monarquia, os sucessores de D. Pedro II, até agora, teriam sido apenas três.
No mesmo periodo de um século, tivemos 43 Presidentes, com igual número de mudanças de rumo e outro tanto de crises, golpes, instabilidades e ditaduras.
 
A imprensa costuma citar, com destaque, como exemplo de decadência da Monarquia, a conduta do Príncipe Charles e sua tumultuada relação com a Princesa Lady Di. Só que a Rainha de nada é acusada e, a sabedoria britânica, no devido tempo, saberá encontrar tranquilamente o sucessor de Elizabeth, sem solução de continuidade para a vida da nação.
Quem não se lembra, na República brasileira, da conduta reprochável de esposas, filhos, irmãos, genros e outros familiares ou agregados de tantos Presidentes, gerando inclusive, crises institucionais?
     
Parlamentarismo autêntico só com Monarquia, pois o Monarca é suprapartidário e tem posição equânime em relação aos partidos.
No parlamenterismo republicano, o Presidente é eleito e sustentado por conchavos de partidos e grupos econômicos, e tende a ter posição facciosa.
  
Na Monarquia, o Monarca é um amigo e aliado do seu Primeiro-ministro.
Na República, o Presidente é um concorrente ou um inimigo de seu Primeiro-ministro.
   
O Monarca é o símbolo vivo da nação, personifica sua tradição histórica e lhe dá unidade e continuidade.
O Presidente da República tem mandato de apenas quatro anos e é eleito por uma parte geralmente minoritária da nação. Por isso não a personifica, nem lhe dá unidade.
   
É função do Monarca, segundo o Imperador Francisco José da Austria, defender o povo contra os seus maus governos.
Rui Barbosa afirmou que "o mal irremediável da República é deixar exposto às ambições menos dignas o primeiro lugar do Estado", isto é, o Chefe de Estado.
    
O Monarca não está vinculado a partidos nem depende de grupos econômicos, por isso pode influir, com maior independência, nos assuntos de Estado, visando o que é melhor para o país.
O Presidente se elege com o apoio de partidos políticos e depende de grupos econômicos, que influem nas suas decisões, em detrimento das reais necessidades do povo e do país.
      
O Monarca é educado desde criança para reinar com honestidade, competência e nobreza, e durante toda a vida acompanha os problemas do país e colabora em sua solução, com independência política e partidária.
O Presidente não é educado para o cargo. Não raro, surge como resposta aos interesses de um partido. É como um passageiro de avião, que é eleito pelos demais para pilotar a aeronave, sem que para isto esteja habilitado.
  
O Monarca pensa nas futuras gerações.
O Presidente pensa nas futuras eleições.
   
Não se conhece exemplo de Monarca envolvido em negociatas, pois "Rei não rouba".
Em todo o mundo são freqüentes os casos de Presidentes desonestos.
      
A dotação de D. Pedro II era de 67 contos de réis por mês, e não se alterou durante os 49 anos de reinado. Com essa dotação ele manteve sua família e sustentou os estudos de muitos brasileiros famosos, como Carlos Gomes, Pedro Américo e o próprio Deodoro. Não havia mordomias.
Após a proclamação da República o salário de Deodoro, destinado apenas às suas despesas pessoais - não às do seu cargo -, foi ajustado em 120 contos de réis por mês, e os dos Ministros foram dobrados em relação aos do Império.
   
Na Monarquia, a nação sustenta apenas uma família.
Na República brasileira, além do Presidente, a nação sustenta hoje mais 7 ex-Presidentes e suas viúvas.
    
Na Grã-Bretanha, com toda a sua pompa e circunstância, o custo anual para o povo britânico sustentar a Rainha, sua família e todo o aparato é de US$ 1,87 per capita, e no Japão não chega a US$ 0,50.
No Brasil, estima-se que a Presidência custe à nação entre US$ 6,00 e US$ 12,00 per capita por ano.
 
As viagens de D. Pedro II eram pagas com o seu próprio dinheiro, e a comitiva não passava de 4 ou 5 pessoas.
As viagens presidenciais são pagas com o dinheiro do povo, e a comitiva já chegou a lotar dois Jumbos.
      
No Império havia 14 impostos, e uma norma que dizia: "Enquanto se puder reduzir a despesa, não há direito de criar novos impostos".
Hoje, o Brasil tem 59 impostos, e a todo momento surgem propostas para aumentar a carga tributária.
  
O menor salário do Império equivaleria hoje a US$ 275,00 e a diferença entre o menor e o maior era de 12 vezes.
O salário-mínimo republicano tem sido inferior a US$ 100,00, e a diferença entre ele e o maior salário de cargo público ultrapassa 200 vezes.
      
O salário de professora equivalia, no Império a US$ 730,00.
Hoje, os professores recebem salário "de fome", desestimulando o ensino. Em muitos locais, não chega a um salário-mínimo.
    
A inflação média do Império foi de 1,58% ao ano, apesar das enormes despesas com a guerra do Paraguai.
A inflação acelerou logo nos primeiros dias da República, e em 108 anos atingiu 64,9 quatrilhões por cento. Em passado recente chegou a 82,4% ao mês.

domingo, 4 de agosto de 2013

O sacerdócio - São Pedro Julião Eymard

http://www.adapostolica.org/novo/wp-content/uploads/2013/08/tridentine_mass.jpg 
Devo abraçar a Cruz de Jesus Cristo,
nela me crucificar e querer ser crucificado

por Deus e pelos homens,

até morrer por amor a Ele.”

(São Pedro Julião Eymard)

O Sacerdócio é a dignidade maior que há sobre a terra. Supera a dos reis. Seu império se exerce sobre as almas. Suas armas são espirituais. Seus dons são divinos. Sua glória, seu poder, os do próprio Jesus Cristo.

O Sacerdócio gera as almas à Graça e à Vida Eterna. Possui as chaves do Céu e do Inferno. Tem todo poder até sobre Jesus Cristo, a quem faz descer cada dia sobre o Altar, e de quem recebe todo o Poder gracioso. Pode perdoar qualquer pecado, pois Deus se comprometeu a ratificar no Céu a sentença dada na Terra.

Poder formidável! Poder divino que ordena ao próprio Deus!

O Anjo é servo do Sacerdote. O demônio treme em sua presença. A Terra considera-o como seu salvador enquanto o Céu nele vê o príncipe que lhe conquista Eleitos. Jesus Cristo tornou-o num outro Cristo. É um Deus por participação. É Jesus Cristo operando.

O Sacerdócio é o estado mais santo. E a vida deve estar em relação com a dignidade.

Quão pura deve ser a vida do padre! Mais pura, afirma São João Crisóstomo, que os raios do sol, uma vez que deve ser um mesmo sol. “Vos estis lux mundi” (Mt 5,14).

Mais incorruptível que o sal, que serve para preservar outras substâncias da corrupção. “Vos estis sal terrae” (Mt 5,13). Mais casto que as virgens. Anjo num corpo mortal, morto já a toda concupiscência.

Quão humilde! Sua humildade deve igualar a sua dignidade. Tudo quanto o eleva vem do próprio Deus, mas tudo quanto o rebaixa vem dele mesmo. Por si só é pecado, miséria, nada.

Quão caridosa! Sua caridade deve ser tão grande quanto o próprio Deus, que não o fez senão o Seu ministro de caridade e de misericórdia na terra.

Quão doce! Sua doçura deve ser a do seu bom Mestre, a quem os povos chamavam de a suavidade, a quem as crianças amavam como a mesma Bondade.

O  sacerdote deve ser a imagem viva de Jesus Cristo, até poder dizer a todos, com São Paulo: “Imitatores mei estote, sicut et ego Christi” (I Cor 11,1).

O Sacerdócio é o ministério mais glorioso para Deus

1º – O sacerdote completa a criação divina, elevando o homem a Deus e refazendo-o à sua imagem e semelhança, maculada e desnaturadas pelo pecado. “Creati in Christo Jesu” (Ef 2,10). Pelo seu ministério somos recriados em Jesus Cristo.

Ergue as ruínas desse edifício magnifíco e fá-lo numa obra-prima de Graça, num objeto em que Deus se há de comprazer. O homem batizado torna-se novamente filho de Deus, enquanto o homem santificado se torna um membro honoroso de Jesus Cristo, rei espiritual do mundo.

2º – O sacerdote prolonga a missão do Salvador na Terra.

No Altar continua e remata o Sacrifício do Calvário, aplicando às almas os frutos divinos da salvação.

No confessionário, purifica-as no Sangue de Jesus aplicando às almas os frutos divinos da salvação.

No púlpito, publica a Sua Verdade, o Seu Evangelho de amor. Reflete nas almas os raios desse Sol divino que ilumina o homem de boa vontade, fecundando-o.

Aos pés do Tabernáculo, adora o seu Deus oculto, por amor, como os Anjos O adoram em sua Glória. Aí ora pelo seu povo. É o mediador poderoso entre Deus e o mísero pecador.

No mundo, o sacerdote é o amigo do pobre, consolador nato do aflito; é o homem de Deus. Quão bela é a sua missão, mas quão santo deverá ser para poder servir dignamente a Deus e não se perder, como o anjo, pelo orgulho de sua dignidade!

E como adquirir essa santidade?

Por Jesus Cristo, que o ama e lhe prodigaliza as Suas Graças, os Seus favores.

A águia voa com mais força e mais facilidade que o passarinho, pois sua força está nas suas asas. A do sacerdote está no amor régio de Jesus Cristo, seu Mestre.

O Espírito de Jesus no Sacerdote

O sacerdote deve viver do Espírito de Jesus. “Qui adhaeret Domino, unus spiritus est” (I Cor 6,17). “Si quis spiritum Christi non habet, hic non est ejus” (Rom 8,9). Ora, o espírito de Jesus é um espírito de verdade e de amor.

Espírito de verdade

Jesus Cristo veio, qual luz poderosa e divina, dissipar as trevas do erro. A todos pregou a Verdade de que foi testemunha fiel, até derramar o Seu próprio Sangue. É a Verdade. “Ad hoc veni in mundum, ut testimonium perhibeam veritate” (Jo 18,37).

Eis a regra, a missão, a coroa do Sacerdote – a minha por conseguinte. Devo viver da Verdade de Jesus Cristo – regra invariável de minha vida. “Vos estis lux mundi” (Mt 5,14). A verdade é toda a minha vida. Dela devo me alimentar cada dia pela meditação, pelo estudo sagrado.

Jesus Cristo fez-me apóstolo, defensor, testemunho desta mesma Verdade, e oxalá, talvez mártir! Jamais hei de me envergonhar da Verdade de Cristo. Devo, pelo contrário, intrepidamente, anunciá-la, pura e forte, aos grandes e pequenos, na paz e na guerra.Eritis mihi testes” (At 1,8).

A Verdade é minha espada de dois gumes. É o centro de realeza do meu Sacerdócio. Para lhe ser sempre fiel, é mister que a ame, dela viva, disposto se preciso for a morrer por ela.

Espírito de amor

Jesus é o Amor divino humanizado, tornado visível e sensível.

1º – O Amor de Jesus é cheio de doçura e misercórdia. “Ecde Rex tuus venit tibi mansuetus” (Mt 21,5). “Discite a me, quia mitis sum, et humilis corde” (Mt 11,29).

Ó quão doce, quão paciente foi esse amor Amor de Jesus para comigo, enquanto eu O ofendia, enquanto não O amava! Quão caridoso, quão compassivo para comigo, que me desgraçara pela minha própria culpa afastando-me dele. Quão paternal, quão honroso, posso dizer, foi o meu perdão!

Assim também devo proceder em relação ao próximo e nada mais farei do que aquilo que Jesus já fez para mim, aquilo que me pede em troca de gratidão.

2º – O Amor de Jesus é generoso. Dá-me tudo quanto tem – Verdade, Graça, Glória, Vida e Morte, nada se reservando para Si. Dá-me o Santíssimo Sacramento tudo quanto É.

Que Amor!

Quem me ama assim?

Que Lhe posso eu dar?

Dar-Lhe-ei tudo quanto tenho. Dar-Lhe-ei a mim mesmo. “Dilectus meus mihi, et ego illi!” (Ct 2,16).

3º – A Amor de Jesus é forte como a morte: “Fortis est ut mors dilectio” (Ct8,6). Em prova disto, quis sofrer fome, sede, pobreza, desprezo, humilhação por mim. Quis passar pelo sofrimento, dar-me todo o seu Sangue, morrer na Cruz por entre o abandono, as humilhações, os desprezos de todo o Seu povo.

Eu era o fim do Seu Amor!Dilexit me, et tradidit semetipsum pro me” (Gl 2,20). Devo, por conseguinte, também sofrer pelo amor de Jesus, se Lhe quiser provar que o meu é desinteressado, e verdadeiro. Devo abraçar a Cruz de Jesus Cristo, nela me crucificar e querer ser crucificado por Deus e pelos homens, até morrer por amor a Ele.

Quis nos separabit a caritate Christi?… Sed in his omnibus superamus propter eum, qui dilexit nos!” (Rm 8,35.37).

(Excertos do livro: A Divina Eucaristia -  Volume III – São Pedro Julião Eymard)

sábado, 13 de julho de 2013

Arcebispo argentino assegura postura "firmíssima" do Papa Francisco contra o aborto





O arcebispo da Mendoza (Argentina), dom Carlos María Franzini, recordou que o cardeal Jorge Mario Bergoglio, atual Papa Francisco, liderou junto à Conferência Episcopal da Argentina (CEA), uma "firmíssima" postura contra o aborto e a favor da vida.

Em entrevista, dom Franzini, que trabalhou durante bom tempo com o Papa Francisco, sublinhou que o cardeal Bergoglio durante os anos da direção do episcopado argentino, "teve uma firmíssima postura a favor da vida, e não poderia ser de outra maneira".

O prelado denunciou que nos últimos anos na Argentina se desenvolve com especial virulência uma sutil estratégia a favor da cultura do aborto que apresenta como "não sendo mal, o que é intrinsecamente mal", a que o Papa Francisco respondeu por muitos anos "com uma ampla batalha a favor da vida em seu mais amplo espectro, desde o início de sua concepção, até a morte natural".

Dom Franzini explicou que há mais de 10 anos a CEA publica sua firme posição contra o aborto e precisou que "em todas estas declarações, estiveram muito presente o pensamento e a mão do cardeal Bergoglio".

"É uma comprometida batalha a favor da vida, não é contra ninguém, mas a favor da vida, que de tantas formas é ameaçada. A vida é ameaçada pelo aborto, e pelos que com eufemismos querem fazer com que não seja um crime", asseverou.

Do mesmo modo, o prelado também deplorou aqueles que colocam em perigo a vida das pessoas promovendo o consumo de drogas ou de álcool e também aqueles que de alguma forma colaboram com tudo aquilo que gera fome ou violência em qualquer de suas formas.

"A batalha a favor da vida tem muitas frentes, e quisemos como episcopado argentino ter mais de uma palavra para estimular o compromisso dos crentes nesta luta", concluiu.

Por sua parte o Papa Francisco se pronunciou em diversas ocasiões contra o aborto, e em uma carta enviada aos líderes do G8 e assinada no último dia 15 de junho, recordou que é necessário defender a vida dos mais fracos "inclusive daqueles que se encontram dentro do ventre de sua mãe".

De igual modo, no dia 12 de maio deste ano, dentro do marco da canonização da primeira santa colombiana, a madre Laura, pediu que se "garanta a proteção jurídica do embrião", e "se proteja o ser humano desde o primeiro instante de sua existência".

"O aborto nunca é uma solução", disse o cardeal Bergoglio em setembro de 2012, depois da publicação de um protocolo para abortos não puníveis na capital argentina.

Fonte: ACI Digital

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Dia de São Luis Gonzaga - Padroeiro dos adolescentes e jovens e dia do seminarista






Conhecido também como São Aluísio Gonzaga ou Aloysius Gonzaga












 

Nascido em Castiglione delle Stiviere na Lombardia, Itália no dia 9 de março de 1568 e morreu em 20 de junho de 1591 ,beatificado em 1605 e canonizado em 1726 e O Papa Benedito XIII o declarou padroeiro dos estudantes jovens e Pio XI o proclamou padroeiro da juventude cristã.



Luiz era o mais velho dos filhos do Marques de Ferrante de Castiglione que serviu ao rei Filipe II da Espanha e Marta Tana Santena .

A ambição do seu pai era que o seu filho mais velho fosse um grande líder militar.

 Na idade de 4 anos ele foi enviado para um campo militar e andava com uma miniatura de armadura militar e com uma espada.

 Ele disparou um canhão sem autorização e foi devolvido para casa .








Na idade de 7 anos ele experimentou uma visão espiritual e decidiu a perseguir a vida religiosa.









 Ele dizia sua s preces matinais e a noite desde sua infância e agora começava a recitar o Oficio da Bem-aventurada Virgem Maria todos os dias bem como os sete Salmos penitentes e outras devoções.

Quando ele tinha nove anos seu pai o colocou com o seu irmão Ridolfo aos cuidados do tutor Francesco de Medici em Florença para ensina-los o Latin e o italiano puro da Toscania.

Mas Luiz fez mais progresso nos estudos dos santos que nos seus estudos.

 Naquele mesmo ano e tomou os votos de castidade.

Daquele tempo em diante ele nunca olhou uma mulher no rosto, nem mesmo a sua mãe.

 Dois anos mais tarde em 1579 seu pai mudou os jovens para a corte do Duque de Mantua, que mais tarde o fez governador de Montserrat.

Já com o a idade de 11anos Luiz decidiu renunciar aos títulos e propriedades que tinha herdado.

 Logo depois ele contraiu um dolorosa doença renal que o atormentou pelo resto de sua vida.

 Mas deu a ele uma desculpa para gastar mais tempo em orações e ler a vida dos santos, escrita pelo grande Surius.

Ele começou a praticar severos e austeros jejuns com pão e água e não acendia fogo ao orar no inverno.

Inspirado por um livro de missionários jesuítas na Índia, ele começou a se preparar com a idade de 12 anos para ser um missionário jesuíta.

Ele reuniu um grupo de jovens pobres e começou a ensiná-los o catecismo durante os feriados de verão em Castiglione.

Em 1581 Don Ferrante foi chamado a servir a Imperatriz Maria da Áustria na sua viagem da Bohemia a Espanha.

 Sua família o acompanhou e ao chegarem na Espanha, Luiz e Rodolfo foram colocados ao serviço de Don Diego, príncipe das Austurias como pagens.

Ele teve então que cuidar do príncipe e estudar com ele, mas não se distraia da suas devoções.

Durante o tempo na corte do Dom Diego, Luiz resolveu entrar na Companhia de Jesus .

Obteve primeiro a provação de sua mãe e em seguida disse ao seu pai que queria entrar para a Ordem dos Jesuítas e este furioso não deu a sua permissão até que amigos intermediaram a questão e finalmente Don Ferrante deu seu consentimento provisório.

 Não obstante após a morte do príncipe os rapazes foram dispensados dos seus deveres na corte, mas o Marques tentou distrair o seu filho enviando a visitar cortes no norte da Itália em 1584.

 Ele esperava que o rapaz sucumbiria a vida fácil e farta na corte italiana.

 Quando isto não funcionou seu pai tentou a pressão diplomática Ele e seu amigos tentaram convencer o rapaz de deixar a sua vocação e Don Ferrante o enviou em um sem numero de comissões seculares esperando interessa-lo nos negocioso mundanos.

Mas Luiz não modificou e renovou seu pedido.

 Dom Ferrante usou como seu ultimo esforço os dignitários da Igreja para falar com o seu filho a respeito.

Finalmente seu pai foi persuadido quando a Comissão Imperial transferiu a sua sucessão para Rodolfo.








Em 1585 ele finalmente permitiu que a Luiz entrasse para a Ordem dos Jesuítas em Roma.











 
Em 25 de novembro de 1585 ele recebeu o noviciado jesuíta na Casa de Santo André.

Como tinha sua saúde abalada os jesuítas ordenaram que moderasse a sua austeridade.

Ele era obrigado a descansar, comer mais e era proibido de rezar fora dos horários.

 Ele foi mais tarde enviando a Milão para mais estudos e teve uma visão numa oração matinal que não viveria muito mais. Isto encheu seu coração de gloria e alegria.

A sua saúde debilitada forçou o seu retorno a Roma.

No ano seguinte a praga tomou conta de Roma.






Os jesuítas abriram um hospital e a Luiz foi permitido ajudar os pacientes, banhá-los e cuidar deles.

 Eventualmente ele contraiu a praga e surpreendentemente sobreviveu após receber os últimos sacramentos.







Uma noite Luiz caiu em êxtase e passou toda a noite neste estado e disse ao seu confesso que iria morrer na oitava de Corpus Christi.

Naquele dia ele estava muito melhor e o Reitor falou até em enviá-lo a Frascati.

Mas Luiz manteve a sua crença que iria morre naquele dia e pediu a extrema unção do Padre Bellarmino.

Logo depois Luiz ficou imóvel as vezes murmurando "em suas mãos Oh Senhor" e com olhos fixos no crucifixo ele faleceu com idade de 23 anos.



Sua biografia bem como suas cartas e os escritos religiosos mostram um caráter e um espirito religioso, sem comparação.




Ele foi enterrado debaixo do altar da Capela de Santo Inácio de Loyola em Roma.






 
Na arte litúrgica da Igreja São Luiz Gonzaga é geralmente mostrado com um jovem jesuíta com um crucifixo nas mãos ou com uma coroa a seus pés ou com um anjo ao seu lado, ou em êxtase elevado aos céus por anjos .







Ele é o padroeiro dos adoslescentes, dos jovens estudantes e da juventude católica.



Sua festa é celebrada no dia no dia 21 de junho.













LUIZ GONZAGA CRIANÇA