segunda-feira, 4 de março de 2013

Cardeais iniciam discussões preparatórias para o conclave

Cardeais Tarcisio Bertone (à esq.) e Angelo Sodano (à dir.) em reunião com Colégio Cardinalício (foto: Getty)

Cardeais fazem reuniões preparatórias para conclave que deve ocorrer na próxima semana
Cardeais de todo o mundo realizaram nesta segunda-feira no Vaticano a primeira reunião preparatória para discutir o processo de eleição de um novo papa.
Durante a reunião do Colégio Cardinalício, presidida pelo cardeal decano Angelo Sodano, os sacerdotes fizeram orações e proferiram juramentos de sigilo.
Novos encontros devem acontecer diariamente até a formação do conclave para a escolha do sumo pontífice, prevista para o início da semana que vem.
A Santa Sé confirmou que 101 dos 115 cardeais envolvidos no conclave já estão no Vaticano. Outros 12 chegariam até terça-feira, e dois não devem participar do processo.
Nas reuniões pré-conclave, os cardeais discutirão desafios futuros e analisarão de forma discreta possíveis candidaturas a papa.
A data exata do início do conclave deve ser definida nos próximos dias.

Vatileaks

Segundo correspondentes, os cardeais eleitores (todos aqueles com menos de 80 anos de idade) querem ter um novo papa no cargo a tempo de presidir as cerimônias da Semana Santa.
As cerimônias começam no domingo de Ramos (24 de março) e culminam com a Páscoa no domingo seguinte.
O escândalo que ficou conhecido no ano passado como "Vatileaks" deve ser um dos principais temas de discussão durante as reuniões desta semana.
Corrupção e disputas políticas no Vaticano foram expostas em uma série de documentos vazados. Nesta semana, os cardeais devem receber relatórios confidenciais detalhando o escândalo.
Mas, para alguns cardeais, fatores internos da Igreja e falhas na burocracia do Vaticano não devem ser determinantes na escolha do próximo papa.
"Eu acho que a prioridade real do conclave é escolher um papa que irá lidar com esses assuntos grandes, globais", disse o cardeal Donald Wuerl, de Washington, à agência de notícias Associated Press, antes da reunião desta segunda-feira.
"Se há problemas internos do Vaticano, problemas administrativos no Vaticano, isso é algo que será resolvido. Mas certamente isso não condicionará a forma como eu ajudarei a escolher quem guiará a Igreja nos próximos anos", disse.

Falso bispo

Segundo o correspondente da BBC em Roma, David Willey, uma série de precauções para evitar vazamentos não autorizados de informações estarão em vigor no Vaticano até que o novo papa seja escolhido.
Especialistas em segurança devem revistar os alojamentos dos participantes. Além disso, o uso de telefones celulares foi proibido.
O aparato de segurança não impediu porém que um homem disfarçado de bispo entrasse sem autorização na reunião.
O impostor levantou suspeitas porque usava um faixa roxa ao redor da cintura em vez da faixa vermelha característica dos cardeais.
A imprensa local identificou o intruso como Ralph Napierski, e disse que ele teria se “auto-ordenado” bispo da Austrália.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/03/130304_preconclaclave_lk.shtml

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

A nova tradução da fórmula da consagração "per multis"



 A nova tradução das palavras da consagração, desejada pelo Papa, está próxima de chegar também à Itália, embora já tenham sido anunciados protestos e desobediência.
A reportagem é de Sandro Magister, publicada no sítio Chiesa, 29-01-2013. A tradução é do Cepat.
Enquanto se conclui a “recognitio” vaticana, da nova versão italiana do missal romano, o debate sobre a tradução do “pro multis”, na fórmula da consagração eucarística, registrou novos empuxos. O último tem como autor o teólogo e bispo Bruno Forte.
Num artigo publicado em “Avvenire”, no dia 19 de janeiro de 2013, Forte novamente se posicionou, decidido, pela tradução do “pro multis” como “por muitos” ao invés de “por todos”, forma como vem sendo utilizada há mais de quarenta anos na Itália e, semelhantemente, em muitos outros países.
“Por muitos” é a tradução que o próprio Bento XVI exige que se adote nas diferentes línguas, como explicou numa carta direcionada aos bispos alemães, em abril de 2012.
Efetivamente, há algum tempo a tradução “por muitos” está sendo utilizada em vários idiomas e países, sob o impulso das autoridades vaticanas e, pessoalmente, do Papa. Entretanto, ainda são registradas resistências.
Tem se destacado, por exemplo, que em Londres, em Canterbury e em outras localidades inglesas, vários sacerdotes modificam intencionalmente o “for many” da nova versão inglesa do missal, aprovada pelo Vaticano, e dizem: “for many and many”. Na Itália, a nova versão ainda não entrou em vigor, mas, para quando aqui também se tornar lei o “por muitos” – como certamente acontecerá – já foram anunciados protestos e desobediência.
Defendendo com unhas e dentes a versão “por muitos”, desejada pelo Papa, o bispo-teólogo Forte enfrentou, conscientemente, a posição que prevalece numa ampla maioria, não apenas entre os teólogos e liturgistas, mas também entre os próprios bispos italianos.
Em 2010, reunidos em assembleia geral, os bispos italianos votaram quase por unanimidade pela manutenção do “por todos” na fórmula da consagração. Nessa ocasião, segundo os atos oficiais da Conferência Episcopal Italiana, Forte também se pronunciou em favor do “por todos”.
Contudo, agora ele diz que essas suas palavras não expressavam seu verdadeiro pensamento. Forte recorda que num encontro particular anterior – apenas com a direção da Conferência Episcopal Italiana – expressou sua preferência pelo “por muitos”. E se depois, na assembleia geral, pareceu voltar à manutenção do “por todos”, foi porque colocou em primeiro plano as “dificuldades pastorais” que uma mudança de tradução ocasionaria, semeando nos fiéis o temor de que a salvação de Cristo não é oferecida, de fato, “por todos”.
Membro da Comissão Teológica Internacional, anteriormente, e ordenado bispo em 2004 pelo então cardeal Joseph Ratzinger, Forte é hoje arcebispo de Chieti-Vasto. Contudo, há anos se destaca na carreira para sedes cardinalícias de alto nível, as últimas das quais seriam Palermo e Bolonha, cujos atuais arcebispos alcançam o limite de idade em 2013. Não apenas isto. Fala-se também de uma possível nomeação dele como secretário da Congregação Vaticana para a Doutrina da Fé, em substituição do atual titular, Luis Francisco Ladaria Ferrer, destinado para uma grande diocese da Espanha. E há quem relacione estas esperadas promoções com a insistência pela qual Forte defende o “por muitos”, desejado com firmeza pelo Papa.
No entanto, voltando à polêmica sobre o “pro multis”, em seu artigo em “Avvenire”, Forte se define contrário também às traduções sugeridas, nos meses passados, por dois biblistas e liturgistas italianos, Silvio Barbaglia e Francesco Pieri, calcadas sobre a versão “pour la multitude”, em uso na Igreja da França, “por multidões imensas” ou “por uma multidão”.
Os argumentos desses dois estudiosos – ambos inicialmente favoráveis em manter a versão “por todos” – se resumiram, no verão passado, num serviço de que colocava em relevo sua aproximação com as posições do Santo Padre
Apesar disso, o segundo dos dois, Francesco Pieri, sacerdote da diocese de Bolonha e docente de liturgia, de grego bíblico e de história da Igreja Primitiva, tem contestado esta interpretação. Nega querer se aproximar das posições do Papa e continua considerando “ruim” e “falsamente fiel” a versão “por muitos”. Explica que propôs a versão “por uma multidão” como única alternativa aceitável diante do já “irreversível” abandono do “por todos”, decidido pelas autoridades vaticanas.
Inclusive, na segunda das duas notas por ele publicadas sobre este assunto, em 2012, na revista “Il Regno”, Pieri foi muito além. Escreveu que os estudiosos pelos quais Bento XVI fez referência, baseando-se neles em sua carta aos bispos alemães, não apenas são “pouquíssimos”, como também não são confiáveis: “Não são exegetas de profissão e mostram, além disso, uma mentalidade abertamente tradicionalista e preconceituosa, bastante crítica no que concerne à reforma litúrgica promovida pelo Vaticano II”.
Pieri, sobretudo, concluiu a nota com uma explícita ameaça de insubordinação, endereçada com um sarcástico chamado à libertação do rito romano antigo da missa: “Devido a já anunciada tensão que se derivaria da entrada em vigor da tradução “por muitos”, não está nada distante o risco de não poucos celebrantes burlarem este obstáculo, com adaptações ou utilizando ainda a fórmula precedente. Com qual credibilidade, com qual esperança de aceitação poderia ser invocado, então, o princípio de unidade pastoral, justamente na estranha estação eclesial que fortemente vê voltar, inopinadamente, uma forma do rito romano já substituída por sua reforma e, portanto, juridicamente “ab-rogada”? Ou, ao contrário, deveríamos invocar um motu próprio que permita utilizar uma subsequente forma extraordinária do rito romano em favor de quantos consideram que não podem aceitar, em consciência, a tradução “por muitos”? Mais do que nunca, seria oportuno que os fiéis e pastores da Igreja italiana e, em particular, os teólogos e as pessoas de cultura, manifestassem com franqueza, em todas as sedes com possibilidade de alimentar o mais amplo debate público, suas reservas em relação a esta temida escolha de tradução”.
Curiosamente, esta última convocação feita aos dissidentes se tornou realidade, precisamente, na mesma página de “Avvenire” – o jornal da Conferência Episcopal Italiana –, em que Forte defendeu as razões de “por muitos”. Junto ao artigo do bispo-teólogo há, com efeito, uma intervenção de sinal contrário, assinada pelo teólogo Severino Dianich, vigário episcopal da diocese de Pisa para a pastoral da cultura e da universidade, que conclui assim:
“Nesta altura me pergunto se não é justo se preocupar com apenas uma coisa, ou seja, pela verificação de uma possível mudança nos fiéis, sobretudo, nos menos doutos, nos mais pobres, naqueles que mais acolhem as coisas com a sensibilidade do que mediante o razoamento e que, inevitavelmente, ficariam perturbados com a mudança. Se não é indispensável, por que criar problemas? Vários bispos compreenderam muito bem a questão pastoral propondo, com grande sentido comum, que tudo permaneça como antes e que as palavras importantes, que há quarenta anos ressoam em nossas igrejas e que proclamam que o sangue de Cristo foi derramado “por todos”, não sejam mudadas.
Dianich é também quem escreveu o prefácio do livro em que Pieri defendeu sua tese: F. Pieri. “Per uma moltitudine Sulla traduzione dele parole eucaristiche”, Dehoniana Libri, Bolonha, 2012.


Escrito por Dom Paulo Francisco Machado às 08h46

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Padre arrastado do altar "Vós o repelistes e irritastes contra aquele que vos é consagrado"


SALMO 88 (Psalm 88)
Tu vero reppulisti et despexisti distulisti christum tuum.
Evertisti testamentum servi tui profanasti in terram sanctuarium eius.
Destruxisti omnes sepes eius posuisti firmamenta eius formidinem.
Diripuerunt eum omnes transeuntes viam factus est obprobrium vicinis suis.
Exaltasti dexteram deprimentium eum laetificasti omnes inimicos eius.
Avertisti adiutorium gladii eius et non es auxiliatus ei in bello.
Destruxisti eum a mundatione sedem eius in terram conlisisti.
Minorasti dies temporis eius per fudisti eum confusione.
Usquequo Domine avertis in finem exardescet sicut ignis ira tua.
Memorare quae mea sub stantia numquid enim vane constituisti omnes filios hominum.
Quis est homo qui vivet et non videbit mortem eruet animam suam de manu inferi.
Ubi sunt misericordiae tuae anti quae Domine sicut iurasti David in veritate tua.
Memor esto Domine obprobrii servorum tuorum quod continui in sinu meo multarum gentium.
Quod exprobraverunt inimici tui Domine quod exprobraverunt commutationem christi tui.
Benedictus Dominus in aeternum fiat, fiat.
-- Psalmus 88, 39-53
Nel foto: Francia, 1987: su richiesta del sacrilego vescovo di Versailles, la Polizia interrompe la celebrazione di una Santa Messa tradizionale, trascinando il Sacerdote via dall'altare. In photo: At the request of the bishop of Versailles in 1987, the police interrupted the celebration of the traditional holy Mass, dragging the priest away from the altar.

1ª Comunhão diferente


domingo, 20 de janeiro de 2013

A Cúria Romana

A Cúria Romana é o conjunto de orgãos e pessoas que auxiliam o Papa no governo da Igreja, tanto na ordem espiritual quanto material. Este nome foi usado pela primeira vez no século XII, mas a sua realidade data dos primeiros séculos da Igreja. Já em meados do século III as crônicas relativas ao Papa Fabiano (236-250), mostram que ele tinha, como auxiliares, Bispos, presbíteros e diáconos. No século XVI, em 1588, a Cúria foi estruturada na forma que tem hoje, sofrendo reformas com o passar do tempo. Até 1870, existia o vasto Estado Pontifício, então os Papas precisavam de muitos colaboradores que exercessem a gestão temporal desses territórios.  O primeiro documento que definiu a estrutura da Cúria Romana é a Constituição Apostólica Immnensa Aeterni Dei do Papa Sisto V, de 22 de janeiro de 1588. Foram constituídas quinze Congregações confiadas à chefia de Cardeais. Foram as seguinte:

1. Santa Inquisição
2. Index dos Livros Proibidos
3. Signatura Apostólica
4. Congregação para a Liturgia
5. Congregação para os dias Santos
6. Congregação para os Consistórios
7. Congregação para a Interpretação e Aplicação do Concílio de Trento.
8. Congregação para a consulta dos Bispos
9. Congregação para as Universidades e Estudos Teológicos
10. Congregação para a Imprensa Vaticana.
11. Anona - Departamento de Assistência aos Pobres
12. Congregação para a Marinha do Estado Pontifício
13. Departamento de Finanças
14. Congregação para o Bem Estar Público.
15. Congregação para a Justiça Civil e Criminal.

Em 1870, com a queda do Estado Pontifício sob os golpes do reino da Itália, alguns órgãos perderam a razão de ser, e a Cúria foi reformada pelo Papa S.Pio X, através da Constituição Sapienti Consilio. Foram extintos todos os órgãos e Ofícios destinados a tratar de assuntos políticos do Vaticano.  Em 1967, dois anos depois de encerrado o Concílio Vaticano II, o Papa Paulo VI, através da Constituição Apostólica Regimini Ecclesiae Universae, reformou mais uma vez a Cúria, adaptando-a às novas exigências oriúndas do Concílio.   Finalmente, em 1988, o Papa João Paulo II, através da Constituição Pastor Bonus, refez a organização da Cúria. Na ocasião, o Papa disse as palavras:
" A Igreja hoje se vê diante de tarefas de extensão, importância e variedade talvez nunca atingidas outrora... Que a Cúria correspondesse fielmente à Eclesiologia do Concílio Vaticano II, fosse adaptada em tudo à missão pastoral da Igreja e capaz de ir ao encontro das necessidades concretas da sociedade religiosa e civil". A organização e o governo da Igreja é diferente das organizações e demais governos dos outros países, pois a Igreja não é uma instituição apenas humana. Foi instituída por Cristo, que é a Sua Cabeça; logo, seu governo foi definido pelo próprio Senhor, que a quis governada por Pedro (Mt 16, 16-19; Lc 22,31s; Jo 21, 15-17), que goza da assistência do Espírito Santo (Jo 14, 26; Jo 16, 13-15) para não permitir que o depósito da fé se corrompa pelo erro. Até mesmo pessoas que não simpatizam com a Igreja, como o jornalista Ernesto Galli Della Loggia, editorialista do famoso jornal italiano Corriere della Serra, na edição de 16 de outubro de 1998, afirma: "É fato que durante os dois mil anos de sua existência a Igreja Católica permaneceu fundamentalmente fiel ao modelo de autoridade centralizada na pessoa de um único responsável. Verdade é que, dentro da estrutura da Igreja, fazem-se ouvir grupos e correntes que exprimem pontos de vista diversos. Apesar disto, o Papa ainda segura tão firmemente as rédeas do poder em suas mãos que se pode dizer que é o único monarca absoluto que subsistiu através dos tempos no hemisfério ocidental. Isto pode parecer anacrônico a nós, homens modernos. Doutro lado, o pontificado de João Paulo II é um espécimen das vantagens desse sistema quando a liderança toca a um indivíduo excepcional como é o atual Pontífice... As monarquias absolutas nas mãos de personalidades salientes tornam-se fontes de eficaz atividade no curso da história e podem acarretar mudanças ou novas orientações que seriam inconcebíveis em outro contexto. Um ponto favorável à Igreja é que, embora o seu poder centralizado seja absoluto, o cargo de Supremo Pastor não é hereditário, mas eletivo; ao menos nos dois últimos séculos não houve a mínima sombra de nepotismo na sucessão dos Papas". (Pergunte e Responderemos, n. 446/1999, pag. 10(298)) 


CONSTITUIÇÃO ATUAL DA CÚRIA ROMANA
Sumo Pontífice - JOÃO PAULO II
Secretaria de Estado - Cardeal Angelo Sodano Assuntos Gerais - Arcebispo Giovanni Battista Re  Relação com outros Estados - Arcebispo Jean-Louis Tauran


Tribunais
Penitenciária Apostólica - Cardeal William Weakfield Baum Supremo Tribunal da Signatura Apostólica - Arcebispo Zenon Grocholewiski Tribunal da Rota Romana - Arcebispo Mario Francesco Pompeda.

Departamentos
Câmara Apostólica - Cardeal Eduardo Martinez Somalo (Camerlengo) Administração do Patrimônio da Sé Apostólica - D. Lorenzo Antonetti Prefeitura Para Assuntos Econômicos da Santa Sé - Cardeal Edmund Casimir Szoka
Outros Organismos
Prefeitura da Casa Pontifícia - D.Dino Monduzzi Departamento Para as Celebrações Litúrgicas - Mons. Piero Marini Sala da Imprensa da Santa Sé - Dr. Joaquim Navarro-Valls Departamento Central de   Estatística da Igreja - Mons. Vittorio Formenti
Comissões e Comitês
Pontifícia Comissão Para os Bens Culturais da Igreja - D. Francesco Martizano Pontifícia Comissão de Arqueologia Sacra - D. Franchesco Marchizano Pontifícia Comissão Bíblica - Cardeal Joseph Ratzinger Comissão Teológica Internacional - Cardeal Joseph Ratzinger Pontifícia Comissão Ecclesia Dei - Cardeal Angelo Felici Pontifício Comitê Para os Congressos Eucarísticos Internacionais - Cardeal Edouard Gagnon, p.s.s. Pontifício Comitê de Ciências Históricas - Mons. Victor Saxer Comitê Central Para o Grande Jubileu do Ano 2000 - Cardeal Roger Etchegaray Comissão Disciplinar da Cúria Romana - Cardeal Vicenzo Fagiolo
Congregações (Funções Executivas)
1. Sagrada Congregação da Doutrina da Fé - Cardeal Joseph Ratzinger
2. Sagrada Congregação Para as Igrejas Orientais - Cardeal Achille Silvestrini
3. Sagrada Congregação do Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos - Cardeal Jorge Arturo Estevez Medina
4. Sagrada Congregação Para a Causa dos Santos - Arc. José Saraiva Martins
5. Sagrada Congregação dos Bispos - Cardeal Lucas Moreira Neves (do Brasil)
6. Sagrada Congregação Para a Evangelização dos Povos - (Antiga "Propaganda Fide") - Cardeal Josef Tomko
7. Sagrada Congregação do Clero - Cardeal Dario Hoyos Castrillón
8. Sagrada Congregação dos Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica - Cardeal Eduardo Martinez Somalo
9. Sagrada Congregação Para a Educação Católica (Seminários e Institutos Acadêmicos) - Cardeal Pio Laghi Pontifícia Comissão Para a América Latina - Cardeal Bernardin Gantin Supremo Comitê das Pontifícias Obras Missionárias - Cardeal Josef Tomko. Conselho Internacional para a Catequese - D. Dario Castrillon Royos

Pontifícios Conselhos (Promocionais)
1. Pontifício Conselho dos Leigos - Cardeal James Francis Stafford
2. Pontifício Conselho da Unidade dos Cristãos - Cardeal Edward Ioris Cassidy
3. Pontifício Conselho da Família - Cardeal Alfonso Lopez Trujillo
4. Pontifício Conselho de Justiça e Paz - Arc. Francois Xavier Nguyen Van Thuan
5. "Cor Unum" (Obras de Caridade) - Arc. Paul Josef Cordes
6. Pontifício Conselho dos Migrantes e Etinerantes.- Arc. Stephan Fumio Hamao
7. Pontifício Conselho da Pastoral no Campo da Saúde - Arc. Javier Barragán Lozano
8. Pontifício Conselho de Interpretação dos Textos Legislativos - Arc. Julian Herranz
9. Pontifício Conselho Para o Diálogo Inter-religioso - Cardeal Francis Arinze
10. Pontifício Conselho da Cultura - Cardeal Paul Poupard
11. Pontifício Conselho das Comunicações Sociais - Arc. John Patrick Foley Comissão para as Relações Religiosas com o Judaísmo - Cardeal Edward Idris Cassidy. Comissão para as Relações Religiosas com os Mulçumanos - Cardeal Francis Arinze
Instituições Vinculadas à Santa Sé
Arquivo Secreto do Vaticano - Cardeal Luigi Poggi Biblioteca Apostólica do Vaticano - Cardeal Luigi Poggi Pontifícia Academia das Ciências - Prof. Nicola Cabibbo Pontifícia Academia das Ciências Sociais - Prof. Edmond Malinvaud Pontifícia Academia Para a Vida - Prof. Juan de Dios Vial Correa Fábrica de São Pedro - Cardeal Virgílio Noé Esmolaria Apostólica - D. Oscar Rizatto Serviços Centrais do Trabalho da Sé Apostólica - Cardeal Jan Pieter Schotte Tipografia Vaticana - P. Helio Torrigiani, s.d.b.  Livraria Editora Vaticana - Pe. Nicoló Suffi, s.d. b. Rádio Vaticano - Pe. Pasquale Borgomeo Centro Televisivo Vaticano - Pe. Hugo Moretto L’Osservatore Romano - Jornal - Prof. Mario Agnes Falando à Cúria Romana, em 30/12/1995, por ocasião do encerramento do ano, o Papa João Paulo II, disse-lhes: "Este momento, este tradicional encontro para a troca de felicitações, serve para que também a nossa comunidade da Cúria se sinta uma família. Com efeito, a Sé Apostólica e a Cúria Romana não só desempenham as próprias tarefas conexas com o "ministerium petrinum" do Bispo de Roma, mas agrupam e unem pessoas provenientes de todos os continentes, para trabalharem juntas ao serviço do Reino de Deus. E isto permite-lhes ser de vários modos, uns para os outros, um dom recíproco. Caríssimos irmãos e irmãs, as tarefas e o serviço que quotidianamente desempenhais nos vários Dicastérios da Cúria Romana, são de enorme ajuda para o Papa. Dou-me conta disto todos os dias, e não deixo passar ocasião para o ressaltar. Quanto valem a vossa competência, o vosso zelo e o vosso amor pela Igreja! Desejo hoje reafirmá-lo de um modo muito particular, enquato me é grato renovar o agradecimento mais sincero por essa vossa insubstítuível colaboração. Desejo dizer-vos como cada um de vós é dom importante para mim, e quão preciosa é a tarefa que cada um desempenha no Organismo central da Igreja católica." (L’Osservatore Romano, 30/12/1995) Estas palavras do Papa, tão carinhosas para com a Cúria Romana, mostra que não é verdade - como querem alguns - que estes auxiliares diretos do Papa não lhe sejam fiéis, ou que não lhe obedecem. Pelo contrário, são fiéis colaboradores do Sumo Pontífice e, na sua maioria, escolhidos diretamente por ele mesmo.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Brasileira de 9 anos pode ser beatificada


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Brasileira de 9 anos pode ser beatificadaNo dia 31 de outubro, quarta-feira, foi aprovada pelo Vaticano o ínício do processo de beatificação da carioca Odette Vidal de Oliveira.
Odette Vidal, mais conhecida como “Odetinha”, teve seu reconhecimento de fé, confiança e um intenso amor por Deus e pelo próximo. Por esses motivos a Igreja do Ro de Janeiro criou uma comissão coordenada pelo Vigário Episcopal para a Vida Consagrada, Dom Roberto Lopes, para apresentar a candidata oficialmente à Congregação para as Causas dos Santos.
“O primeiro passo foi apresentar a Odetinha, fazendo o pedido oficial à Congregação para as Causas dos Santos, para darmos o início às pesquisas. O Arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, abençoou e assinou esse nosso pedido e, agora, a Congregação já responde àquilo que nós estávamos esperando, que é o ‘nihil obstat’*. O próximo passo é a abertura do processo arquidiocesano. Temos como projeto que, no dia 18 de janeiro de 2013, durante a festa de São Sebastião, se faça essa abertura, quando Dom Orani vai nomear o tribunal, com todos os responsáveis e, a partir daí, a equipe vai convocar todas as pessoas que por ventura tiveram contato com a Odetinha, para que as mesmas respondam perguntas a seu respeito. A ideia inicial é que também, no dia 20 de janeiro, tenhamos uma Missa na Catedral, onde seja designada a Igreja para a qual Odetinha será levada e onde vão ficar suas relíquias. Teremos a exumação de seu corpo e uma série de atividades vão acontecer até o mês de janeiro, preparando tudo isso”, disse Dom Roberto.
Nihil obstat* é uma expressão do latim que significa “nada impede”. É a aprovação oficial, do ponto de vista moral e doutrinário, realizada por um órgão da Igreja Católica.
Breve História de Odette Vidal
Odette Vidal de Oliveira nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 15 de setembro de 1930. Chamada carinhosamente pelos pais de “Odetinha”, lírio de pureza e caridade, dotada de um amor extraordinário a Jesus Eucarístico, ia à missa com sua mãe. Desde muito pequena, aos quatro anos, já possuía colóquios íntimos com o Senhor Sacramentado.
Tendo se mudado para o bairro de Botafogo, na zona sul do Rio, fez a sua Primeira comunhão no Colégio São Marcelo, da Paróquia Imaculada Conceição, ao lado de sua casa, em 15 de agosto de 1937, aos sete anos de idade. Desde então, ao receber a comunhão, dizia: “Oh meu Jesus, vinde agora ao meu coração!”. Seu confessor atestou sua fé viva, confiança inabalável, intenso amor a Deus e ao próximo.
Demonstrou profunda caridade para com os pobres e a busca da santidade de forma impressionante e extraordinária para uma criança tão nova. Inserida de fato na causa de promoção dos mais carentes, gostava muito de ajudá-los com obras concretas de misericórdia, e atividades caritativas semanais (sua mãe fazia uma feijoada aos sábados para os pobres a seu pedido e ela colocava seu avental e servia a todos alegremente). Irradiou e inspirou uma imensa obra social, assumida com seriedade pelos seus pais, tornando-os grandes apóstolos da caridade por toda sua vida. Estes colaboraram efetivamente com muitos Institutos de Vida Religiosa, salvando alguns da falência, além do trabalho com as meninas órfãs (um pedido de Odetinha), até hoje administrado por religiosas e voluntários.
Sua piedade explica o segredo de todo o bem que realizou com máxima paciência, admirada por todos até o fim. A modéstia e o pudor foram um grande sinal de uma alma pura e boa, nos divertimentos mais inocentes de sua infância. Amava os lírios e rezava o terço diariamente, revelando, assim, sua confiança total em Nossa Senhora. Queixava-se, ainda, pelo fato de São José, que tanto trabalhou e sofreu por Jesus e Nossa Senhora, ser tão pouco honrado.
Nos últimos quarenta e nove dias de sua vida sofreu dolorosa enfermidade – paratifo, suportada com paciência cristã. No leito de dor, dizia: “Eu vos ofereço, ó meu Jesus, todos os meus sofrimentos pelas missões e pelas crianças pobres (Cf. Ef. 5, 1-2)”. No dia de sua morte, ocorrida em 25 de novembro de 1939, Odetinha recebeu a Sagrada Comunhão às 7h30min e na ação de graças disse: “Meu Jesus, meu amor, minha vida, meu tudo”. Assim, serenamente, às 8h20min entregou sua alma inocente a Deus.
Ele escolhe tantas vezes os pequeninos para tornar mais evidente as maravilhas de sua Graça. “Foi arrebatada para que a malícia não lhe mudasse o modo de pensar ou para que as aparências enganadoras não seduzissem a sua alma”. (Sb. 4,11).
Seu túmulo situa-se na quadra 06, n.º. 850, no Cemitério São João Batista (Botafogo). Até hoje é um dos mais visitados, sobretudo aos sábados e domingos, por inúmeras pessoas que ali acorrem para agradecer benefícios espirituais e temporais que atribuem à sua intercessão junto a Deus. Sua biografia oficial, lançada no ano seguinte de sua morte pelo Padre Afonso Maria Germe, causou grande comoção na sociedade carioca.
Eis como Odetinha rezava seu “Tercinho de amor”: nas contas pequenas – “Meu Jesus eu vos amo!”; nas contas grandes – “Quero passar meu céu fazendo bem à terra”; nas três últimas contas – “Meu Jesus, abençoai-me, santificai-me, enchei o meu coração de vosso amor”.
Oração de Odette Vidal
Ó querido Jesus, que escolhestes as criancinhas, curando-as e as abençoando, demonstrando particular predileção por elas, que Vos louvam com um louvor perfeito e revelando, assim, o Reino de Deus aos menos favorecidos da sociedade, aos simples e aos humildes.
Olhai com carinho nosso pedido, pelos méritos infinitos de Vosso Santíssimo Coração e do Coração Imaculado da Santíssima Virgem que, se for para a Vossa maior Glória e bem de nossas almas, Vos digneis glorificar, diante de toda a Igreja, a menina Odete Vidal de Oliveira (Odetinha), lírio de pureza e caridade da Igreja Particular de São Sebastião do Rio de Janeiro e exemplo de vida para o povo de Deus.
Unidos em Comunhão eucarística e guiados pela doçura do Espírito Santo, concedei-nos, por sua intercessão, a graça que Vos pedimos. Amém.
Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória ao Pai.
Fonte: Portal Um

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Missa Tridentina

A celebração do Santo Sacrifício da Missa, no Rito Tridentino, também conhecida como a "forma extraordinária do Rito Romano”, como declarou o Papa Bento XVI no Motu Proprio Summorum Pontificum pode ser rezada em todas as paróquias do mundo inteiro, sem mesmo antes deixar de ser permitida.


A SANTA MISSA
A Missa Católica é a mais perfeita representação do irrevogável ato de salvação do Nosso Senhor Jesus Cristo, Seu sacrifício na Cruz. Cada Missa deve manifestar perfeitamente essa doutrina católica através de suas orações e rituais. A liturgia autêntica deve honrar e glorificar a Deus, expiar os homens de seus pecados, e agradecer a Deus pelas graças que Ele concedeu ao mundo. No Santo Sacrifício, mais do que em qualquer outra manifestação de nosso culto a Deus, tem uma plena realização a palavara de Santo Agostinho: “Colimus Deum precando, colit nos Deus miserando.” Rendemos culto a Deus, rezando, e Deus cuida de nós, comunicando-nos os tesouros de sua misericórdia. Nossas relações para com Deus são expressas pela Oração e pelo Sacrifício; as relações de Deus para conosco são o exercício de sua misericórdia infinita, instruindo-nos e comunicando-se a nós. E onde melhor se realizará esse intercâmbio spiritual do que no Santo Sacrifício da Missa? Nele falamos a Deus e Ele nos fala: nele nos oferecemos a Deus em união com o divino Medianeiro, que é Jesus Cristo, e Ele se une às nossas almas, no Sacramento do amor.

RITO TRIDENTINO

A Forma Extraordinária do Rito Romano é a liturgia da Igreja Católica em uso antes da reforma do Concílio Vaticano II. Inclui a missa, os sacramentos, vários ritos de bençãos e mais. A Missa é as vezes chamada de Missa “Tridentina” porque “Tridentino” se refere ao Concílio de Trento (1545-1563), que unificou a prática litúrgica na Igreja Ocidental. O Papa São Pio V alcançou esta meta em 1570 quando emitiu a restauração do Missal Romano após o Concilio. A Missa Tridentina foi baseada nas mais antigas e veneráveis fontes litúrgicas Ocidentais. São Pio V decretou na Bula Papal conhecida como Quo Primum que seu único rito de Missa fosse usado por todos na Santa Igreja. No entanto, exceções foram feitas para os ritos que tinham estado em uso contínuo por pelo menos 200 anos. Por que o Latim? O latim continua sendo a língua oficial da Igreja Católica Romana e tem sido usado como a língua litúrgica no Ocidente desde o século III. A natureza imutável do latim tem conservado a doutrina ortodoxa da Missa, que nos foi herdada dos pais da Santa Igreja. O uso do latim na Missa e em documentos oficiais da Igreja tem sido fundamental em apoiar a universalidade e unidade da Igreja. O papa Bento XVI indicou o uso de latim e o canto Gregoriano na liturgia na sua Exortação Papal de 2007 sobre a Eucaristia Sacramentum Caritatis.  Embora a Missa Tradicional seja dita ou cantada em latim, a maioria dos fiéis que participam na liturgia usam seus próprios livros de oração (missais), que contém o texto em latim acompanhado por sua tradução no vernáculo. As regras que explicam como tal participação deve ocorrer estão na encíclica Mediador Dei do Papa São Pio XII, par. 106.


Fonte: http://www.missatridentina.com.br/