quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Brasileira de 9 anos pode ser beatificada


Publicado em: , , , , ,

Brasileira de 9 anos pode ser beatificadaNo dia 31 de outubro, quarta-feira, foi aprovada pelo Vaticano o ínício do processo de beatificação da carioca Odette Vidal de Oliveira.
Odette Vidal, mais conhecida como “Odetinha”, teve seu reconhecimento de fé, confiança e um intenso amor por Deus e pelo próximo. Por esses motivos a Igreja do Ro de Janeiro criou uma comissão coordenada pelo Vigário Episcopal para a Vida Consagrada, Dom Roberto Lopes, para apresentar a candidata oficialmente à Congregação para as Causas dos Santos.
“O primeiro passo foi apresentar a Odetinha, fazendo o pedido oficial à Congregação para as Causas dos Santos, para darmos o início às pesquisas. O Arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, abençoou e assinou esse nosso pedido e, agora, a Congregação já responde àquilo que nós estávamos esperando, que é o ‘nihil obstat’*. O próximo passo é a abertura do processo arquidiocesano. Temos como projeto que, no dia 18 de janeiro de 2013, durante a festa de São Sebastião, se faça essa abertura, quando Dom Orani vai nomear o tribunal, com todos os responsáveis e, a partir daí, a equipe vai convocar todas as pessoas que por ventura tiveram contato com a Odetinha, para que as mesmas respondam perguntas a seu respeito. A ideia inicial é que também, no dia 20 de janeiro, tenhamos uma Missa na Catedral, onde seja designada a Igreja para a qual Odetinha será levada e onde vão ficar suas relíquias. Teremos a exumação de seu corpo e uma série de atividades vão acontecer até o mês de janeiro, preparando tudo isso”, disse Dom Roberto.
Nihil obstat* é uma expressão do latim que significa “nada impede”. É a aprovação oficial, do ponto de vista moral e doutrinário, realizada por um órgão da Igreja Católica.
Breve História de Odette Vidal
Odette Vidal de Oliveira nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 15 de setembro de 1930. Chamada carinhosamente pelos pais de “Odetinha”, lírio de pureza e caridade, dotada de um amor extraordinário a Jesus Eucarístico, ia à missa com sua mãe. Desde muito pequena, aos quatro anos, já possuía colóquios íntimos com o Senhor Sacramentado.
Tendo se mudado para o bairro de Botafogo, na zona sul do Rio, fez a sua Primeira comunhão no Colégio São Marcelo, da Paróquia Imaculada Conceição, ao lado de sua casa, em 15 de agosto de 1937, aos sete anos de idade. Desde então, ao receber a comunhão, dizia: “Oh meu Jesus, vinde agora ao meu coração!”. Seu confessor atestou sua fé viva, confiança inabalável, intenso amor a Deus e ao próximo.
Demonstrou profunda caridade para com os pobres e a busca da santidade de forma impressionante e extraordinária para uma criança tão nova. Inserida de fato na causa de promoção dos mais carentes, gostava muito de ajudá-los com obras concretas de misericórdia, e atividades caritativas semanais (sua mãe fazia uma feijoada aos sábados para os pobres a seu pedido e ela colocava seu avental e servia a todos alegremente). Irradiou e inspirou uma imensa obra social, assumida com seriedade pelos seus pais, tornando-os grandes apóstolos da caridade por toda sua vida. Estes colaboraram efetivamente com muitos Institutos de Vida Religiosa, salvando alguns da falência, além do trabalho com as meninas órfãs (um pedido de Odetinha), até hoje administrado por religiosas e voluntários.
Sua piedade explica o segredo de todo o bem que realizou com máxima paciência, admirada por todos até o fim. A modéstia e o pudor foram um grande sinal de uma alma pura e boa, nos divertimentos mais inocentes de sua infância. Amava os lírios e rezava o terço diariamente, revelando, assim, sua confiança total em Nossa Senhora. Queixava-se, ainda, pelo fato de São José, que tanto trabalhou e sofreu por Jesus e Nossa Senhora, ser tão pouco honrado.
Nos últimos quarenta e nove dias de sua vida sofreu dolorosa enfermidade – paratifo, suportada com paciência cristã. No leito de dor, dizia: “Eu vos ofereço, ó meu Jesus, todos os meus sofrimentos pelas missões e pelas crianças pobres (Cf. Ef. 5, 1-2)”. No dia de sua morte, ocorrida em 25 de novembro de 1939, Odetinha recebeu a Sagrada Comunhão às 7h30min e na ação de graças disse: “Meu Jesus, meu amor, minha vida, meu tudo”. Assim, serenamente, às 8h20min entregou sua alma inocente a Deus.
Ele escolhe tantas vezes os pequeninos para tornar mais evidente as maravilhas de sua Graça. “Foi arrebatada para que a malícia não lhe mudasse o modo de pensar ou para que as aparências enganadoras não seduzissem a sua alma”. (Sb. 4,11).
Seu túmulo situa-se na quadra 06, n.º. 850, no Cemitério São João Batista (Botafogo). Até hoje é um dos mais visitados, sobretudo aos sábados e domingos, por inúmeras pessoas que ali acorrem para agradecer benefícios espirituais e temporais que atribuem à sua intercessão junto a Deus. Sua biografia oficial, lançada no ano seguinte de sua morte pelo Padre Afonso Maria Germe, causou grande comoção na sociedade carioca.
Eis como Odetinha rezava seu “Tercinho de amor”: nas contas pequenas – “Meu Jesus eu vos amo!”; nas contas grandes – “Quero passar meu céu fazendo bem à terra”; nas três últimas contas – “Meu Jesus, abençoai-me, santificai-me, enchei o meu coração de vosso amor”.
Oração de Odette Vidal
Ó querido Jesus, que escolhestes as criancinhas, curando-as e as abençoando, demonstrando particular predileção por elas, que Vos louvam com um louvor perfeito e revelando, assim, o Reino de Deus aos menos favorecidos da sociedade, aos simples e aos humildes.
Olhai com carinho nosso pedido, pelos méritos infinitos de Vosso Santíssimo Coração e do Coração Imaculado da Santíssima Virgem que, se for para a Vossa maior Glória e bem de nossas almas, Vos digneis glorificar, diante de toda a Igreja, a menina Odete Vidal de Oliveira (Odetinha), lírio de pureza e caridade da Igreja Particular de São Sebastião do Rio de Janeiro e exemplo de vida para o povo de Deus.
Unidos em Comunhão eucarística e guiados pela doçura do Espírito Santo, concedei-nos, por sua intercessão, a graça que Vos pedimos. Amém.
Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória ao Pai.
Fonte: Portal Um

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Missa Tridentina

A celebração do Santo Sacrifício da Missa, no Rito Tridentino, também conhecida como a "forma extraordinária do Rito Romano”, como declarou o Papa Bento XVI no Motu Proprio Summorum Pontificum pode ser rezada em todas as paróquias do mundo inteiro, sem mesmo antes deixar de ser permitida.


A SANTA MISSA
A Missa Católica é a mais perfeita representação do irrevogável ato de salvação do Nosso Senhor Jesus Cristo, Seu sacrifício na Cruz. Cada Missa deve manifestar perfeitamente essa doutrina católica através de suas orações e rituais. A liturgia autêntica deve honrar e glorificar a Deus, expiar os homens de seus pecados, e agradecer a Deus pelas graças que Ele concedeu ao mundo. No Santo Sacrifício, mais do que em qualquer outra manifestação de nosso culto a Deus, tem uma plena realização a palavara de Santo Agostinho: “Colimus Deum precando, colit nos Deus miserando.” Rendemos culto a Deus, rezando, e Deus cuida de nós, comunicando-nos os tesouros de sua misericórdia. Nossas relações para com Deus são expressas pela Oração e pelo Sacrifício; as relações de Deus para conosco são o exercício de sua misericórdia infinita, instruindo-nos e comunicando-se a nós. E onde melhor se realizará esse intercâmbio spiritual do que no Santo Sacrifício da Missa? Nele falamos a Deus e Ele nos fala: nele nos oferecemos a Deus em união com o divino Medianeiro, que é Jesus Cristo, e Ele se une às nossas almas, no Sacramento do amor.

RITO TRIDENTINO

A Forma Extraordinária do Rito Romano é a liturgia da Igreja Católica em uso antes da reforma do Concílio Vaticano II. Inclui a missa, os sacramentos, vários ritos de bençãos e mais. A Missa é as vezes chamada de Missa “Tridentina” porque “Tridentino” se refere ao Concílio de Trento (1545-1563), que unificou a prática litúrgica na Igreja Ocidental. O Papa São Pio V alcançou esta meta em 1570 quando emitiu a restauração do Missal Romano após o Concilio. A Missa Tridentina foi baseada nas mais antigas e veneráveis fontes litúrgicas Ocidentais. São Pio V decretou na Bula Papal conhecida como Quo Primum que seu único rito de Missa fosse usado por todos na Santa Igreja. No entanto, exceções foram feitas para os ritos que tinham estado em uso contínuo por pelo menos 200 anos. Por que o Latim? O latim continua sendo a língua oficial da Igreja Católica Romana e tem sido usado como a língua litúrgica no Ocidente desde o século III. A natureza imutável do latim tem conservado a doutrina ortodoxa da Missa, que nos foi herdada dos pais da Santa Igreja. O uso do latim na Missa e em documentos oficiais da Igreja tem sido fundamental em apoiar a universalidade e unidade da Igreja. O papa Bento XVI indicou o uso de latim e o canto Gregoriano na liturgia na sua Exortação Papal de 2007 sobre a Eucaristia Sacramentum Caritatis.  Embora a Missa Tradicional seja dita ou cantada em latim, a maioria dos fiéis que participam na liturgia usam seus próprios livros de oração (missais), que contém o texto em latim acompanhado por sua tradução no vernáculo. As regras que explicam como tal participação deve ocorrer estão na encíclica Mediador Dei do Papa São Pio XII, par. 106.


Fonte: http://www.missatridentina.com.br/

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Por que ir a Missa Tridentina

Escrevi este artigo em 15 de abril de 2012

Já ouvi muitos questionamentos quanto à missa nova e tridentina. Se em ambas está presente o sacerdote, Cristo, sua palavra e seu corpo na eucaristia, por que vou à missa tridentina?
Primeiramente como músico, prefiro começar pela música. Quem canta reza duas vezes, dizia Santo Agostinho, música e sacralidade tem tudo a ver. Certos tipos de ritmos e músicas não são adequadas para a missa, as que tocam atualmente nas missas brasileiras estão totalmente inapropriadas. O canto gregoriano eleva a alma a Deus, ao som do coro e do órgão  podemos cantar a beleza de Deus, lembrando que a música é cantada para Deus e não para agradar as pessoas.
Segundo ponto, por causa do respeito que se deve a missa. Na santa missa não se batem palmas, não se assiste sentado ou sem nenhuma reverência, se acompanha modestamente vestido sem conversas ou atitudes insanas.
Terceiro, por causa do rito em si. Há no padre postura, ele é Cristo, está propriamente paramentado, sabe muito bem o que está celebrando, se humilha perante Deus, e pede que ele seja purificado de seus pecados antes de adentrar o altar. Ainda no coro, ele precisamente pronuncia as primeiras palavras “Entrarei no altar de Deus, ao Deus que dá alegria a minha juventude”. Em todos os lugares no mundo o rito latino é o mesmo, não se muda nem mesmo um único gesto ou palavra, demonstra a universalidade da Igreja. A postura do sacerdote que se inclina a Deus, ele está ali, e roga a Deus por nós, como Cristo. Todo o mistério de Cristo está ali, não se pode perder nenhum detalhe. É visualmente belo, sonoramente audível, fisicamente edificante, em todo sentido é um culto exclusivamente à Deus, e o homem deve se inclinar e adorá-lo, escutá-lo, submeter-se, entregar-se, converter-se. Ou seja não é simplesmente um rito é um ato de fé e adoração.
Quarto, por causa do silêncio, ao menos que pelas primeiras vezes não pudesse entender por completo todos os gestos, sinais e dizeres, fiquei em silêncio e contemplava tudo o que acontecia, tudo o que estava ali me levava a rezar e pensar na minha salvação.
Quinto, por causa da contemplação, como admiramos os quadros, pinturas e imagens esculpidas, que iconografiam nossa fé, a santa missa no rito tridentino é contemplativa, mais parecem o céu.
Sexto, por causa da sacralidade, não se pode confundir coisas santas e profanas. Elas se opõem, a começar pelas músicas e termina pela maneira de se vestir.  Nas missas brasileiras se procura imitar até mesmo o modo de se vestir na sociedade, não se pode confundir. A modéstia no vestir, por exemplo, inspira muitas pessoas a viver uma vida santa. Não somente isso, não temos o direito de tocar na Eucaristia, somente o sacerdote tem as mãos ungidas para tal, somos indignos e não recebemos essa missão.
Sétimo, por causa da humilde inclinação, não se quer chegar a Deus por força de palavras, mas pela humildade e arrependimento, ninguém pede perdão a Deus sem um gesto de inclinação, no caso durante o Kyrie, e também nos momentos apropriados, bate-se no peito dizendo “Minha culpa, minha culpa, minha tão grande culpa”, somos nós os responsáveis pelos nossos atos, pecamos e estamos arrependidos.
Oitavo, por causa da orientação. Vou explicar, na missa tridentina, a orientação é Deus chamada versus Deum, ele está no sacrário e no crucifixo, toda a nossa atenção está em Deus, e não no leitor, no salmista, no cantor, nos ministros da comunhão que está no altar, nos coroinhas, de jeito nenhum, temos somente olhos para Cristo.
Nono, a missa tridentina devolve ao católicos a sua verdadeira fé, não sentimos em nós mas o vemos com os nossos olhos a sacralidade da missa. Não estamos com os olhos no meio ou em nós mas no céu, no alto, buscando afeiçoarmos ao Senhor nossas vidas. E de joelhos adoremos ao Rei dos Reis, Jesus Cristo que é digno de toda honra e majestade.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Missa Sertaneja com chapéu e acordeão



Cachoeira Paulista, sábado, 24 de novembro de 2012 – “Procissão de entrada” dos sacerdotes concelebrantes em Missa do Padre Fábio de Melo no VI Acampamento Canção Nova Sertaneja. A esta aberração, restam apenas as duras palavras do livro do Profeta Malaquias (2, 3):
“A vós, ó sacerdotes, dou esta ordem: Se não me ouvirdes, se não tomardes a peito a glória de meu nome – diz o Senhor dos exércitos -, lançarei contra vós a maldição, trocarei em maldições as vossas bênçãos; aliás, já o fiz, porque não tomastes a peito (as minhas ordens). Eis que vou abater vosso braço, espalhar-vos esterco no rosto – o esterco de vossas festas – e sereis lançados fora com ele” .

Missa mágica, mais uma do capeta... veja no vídeo:

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=ooPjHBsknJ4#!

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Hábito e disciplina atraem vocações para a Igreja

Vocações querem vida religiosa tradicional séria













Os conventos de religiosas se modernizaram no período posconciliar adotando o figurino da “Igreja nova” e “jovem”.

Porém, na maioria dos casos acabaram se desertificando por causa de renúncias, apostasias, e falta de vocações.

Nos EUA, segundo a rádioNPR, a média da idade das freiras é cada vez mais alta e as vocações são largamente insuficientes.

Porém, algo mudou a fundo nos últimos anos.

Conventos como os das dominicanas de Santa Cecília em Nashville, Tennessee, assistem a uma explosão de noviças com um promedio de idade de 23 anos.

Não atraem vocações!
A questão é que as dominicanas de Nashville usam os hábitos tradicionais e seguem uma disciplina de vida estrita marcada pela oração, o ensino e o silêncio.

E essa é uma nota comum da nova onda de mosteiros em crescimento.

Na capela de Santa Cecília, o dia começa no mais estrito silêncio às 5:30 da manhã.

Nessa hora só se ouve o fru-fru dos hábitos, mas na capela há mais de 150 moças ajoelhadas, rezando e cantando.

Há algumas freiras idosas do antigo período “jovem e aggiornato” em cadeira de rodas.

Hábito diz: "somos esposas de Cristo"
O que está acontecendo?

As refeições também são em silêncio, com as religiosas sentadas lado a lado em longas mesas, vestindo hábitos completos e véu, servidas pelas noviças.

A Irmã Joana de Arco já foi jogadora de basquete, se doutorou na Notre Dame Law School, e foi voluntária na África, mas só no mosteiro de estrita observância sintiu-se à vontade. “Deus pediu-me: entrega-me tua vida!”, conta ela.

Elas acham que o hábito completo branco das dominicanas “é maravilhoso, é uma lembrança continua de sermos esposas de Cristo”, como diz a Irmã Mara Rose McDonnell.
“O hábito fala aos outros que existe uma realidade além deste mundo. É o Céu. Nós todas estamos voltadas para o Céu”, acrescenta.

A Irmã Anna Joseph Van Acker explica: “nossa geração está sedenta de ortodoxia”.

A maioria delas visitou vários conventos, mas como diz a irmã Joana de Arco “eu desmaiei quando as vi com seus hábitos, com aquela alegria, ouvindo ou cantando. Ô! Foi algo cativante, mas tão cativante!”, exclama.
Os bispos católicos imploram religiosas dominicanas para cuidarem de escolas paroquiais. Mais de 100 delas ensinam em 34 escolas de 13 Estados.

Elas produzem uma forte e positiva impressão nos alunos porque não batem com o estereotipo de freira desbotada.

As 300 dominicanas de Santa Cecília, comenta a NPR, com seus longos hábitos, seu regime disciplinar, seu incessante ritmo de silencio e orações, estão fazendo do conservadorismo o novo pólo de radicalidade na Igreja Católica.
http://luzesdeesperanca.blogspot.com.br/2011/02/habito-e-disciplina-atraem-vocacoes.html

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Na última catequese do ano, Santo Padre reflete sobre a fé de Maria


Na última catequese de 2012, nesta quarta-feira, 19, o Papa Bento XVI centrou suas reflexões sobre a fé de Maria a partir do mistério da Anunciação. Ele destacou a humildade e a obediência de fé da Virgem Maria.

Acesse
.: NA ÍNTEGRA: Catequese de Bento XVI – 19/12/2012


O Pontífice lembrou que o evangelista Lucas conta a história de Maria fazendo um paralelo com a história de Abraão. Da mesma forma que este respondeu ao chamado de Deus para sair da terra onde morava rumo a uma terra desconhecida, também Maria foi confiante no plano do Senhor.

“... assim Maria confia com plena confiança na palavra que lhe anuncia o mensageiro de Deus e torna-se modelo e mãe de todos os crentes”.

Bento XVI destacou que a saudação do anjo a Maria é também um convite à alegria; anuncia o fim da tristeza presente no mundo, o fim do sofrimento, da maldade, da escuridão do mal “que parece obscurecer a luz da bondade divina”.

O Santo Padre mencionou ainda que a abertura da alma a Deus e à sua ação implica também o elemento que é a treva. Ele lembrou que o caminho de Abraão é marcado pela alegria, quando recebe o filho Isaac, mas também por um momento de treva, quando precisa se dirigir ao monte Moria para cumprir um gesto paradoxal: Deus lhe pede para sacrificar o filho que havia acabado de lhe dar.

Da mesma forma, Maria viveu a alegria na Anunciação e a treva na crucificação do Filho, para poder chegar à luz da Ressurreição. Então Bento XVI destacou que não é diferente quando se trata do caminho de fé de cada um dos fiéis, já que há momentos de luz e outros em que Deus parece ausente.

“Mas quanto mais nos abrimos a Deus, acolhemos o dom da fé, colocamos totalmente Nele a nossa confiança – como Abraão e como Maria – tanto mais Ele nos torna capazes, com a sua presença, de viver cada situação da vida na paz e na certeza da sua fidelidade e do seu amor. Isso, porém, significa sair de si mesmo e dos próprios projetos, para que a Palavra de Deus seja a luz que guia os nossos pensamentos e as nossas ações”.

Concluindo suas reflexões, Bento XVI enfatizou que os fiéis são convidados, na celebração do Natal do Senhor, a viver esta  mesma humildade e obediência de fé. A próxima audiência
 do Papa com os fiéis será em 2 de janeiro de 2013.