domingo, 20 de janeiro de 2013

A Cúria Romana

A Cúria Romana é o conjunto de orgãos e pessoas que auxiliam o Papa no governo da Igreja, tanto na ordem espiritual quanto material. Este nome foi usado pela primeira vez no século XII, mas a sua realidade data dos primeiros séculos da Igreja. Já em meados do século III as crônicas relativas ao Papa Fabiano (236-250), mostram que ele tinha, como auxiliares, Bispos, presbíteros e diáconos. No século XVI, em 1588, a Cúria foi estruturada na forma que tem hoje, sofrendo reformas com o passar do tempo. Até 1870, existia o vasto Estado Pontifício, então os Papas precisavam de muitos colaboradores que exercessem a gestão temporal desses territórios.  O primeiro documento que definiu a estrutura da Cúria Romana é a Constituição Apostólica Immnensa Aeterni Dei do Papa Sisto V, de 22 de janeiro de 1588. Foram constituídas quinze Congregações confiadas à chefia de Cardeais. Foram as seguinte:

1. Santa Inquisição
2. Index dos Livros Proibidos
3. Signatura Apostólica
4. Congregação para a Liturgia
5. Congregação para os dias Santos
6. Congregação para os Consistórios
7. Congregação para a Interpretação e Aplicação do Concílio de Trento.
8. Congregação para a consulta dos Bispos
9. Congregação para as Universidades e Estudos Teológicos
10. Congregação para a Imprensa Vaticana.
11. Anona - Departamento de Assistência aos Pobres
12. Congregação para a Marinha do Estado Pontifício
13. Departamento de Finanças
14. Congregação para o Bem Estar Público.
15. Congregação para a Justiça Civil e Criminal.

Em 1870, com a queda do Estado Pontifício sob os golpes do reino da Itália, alguns órgãos perderam a razão de ser, e a Cúria foi reformada pelo Papa S.Pio X, através da Constituição Sapienti Consilio. Foram extintos todos os órgãos e Ofícios destinados a tratar de assuntos políticos do Vaticano.  Em 1967, dois anos depois de encerrado o Concílio Vaticano II, o Papa Paulo VI, através da Constituição Apostólica Regimini Ecclesiae Universae, reformou mais uma vez a Cúria, adaptando-a às novas exigências oriúndas do Concílio.   Finalmente, em 1988, o Papa João Paulo II, através da Constituição Pastor Bonus, refez a organização da Cúria. Na ocasião, o Papa disse as palavras:
" A Igreja hoje se vê diante de tarefas de extensão, importância e variedade talvez nunca atingidas outrora... Que a Cúria correspondesse fielmente à Eclesiologia do Concílio Vaticano II, fosse adaptada em tudo à missão pastoral da Igreja e capaz de ir ao encontro das necessidades concretas da sociedade religiosa e civil". A organização e o governo da Igreja é diferente das organizações e demais governos dos outros países, pois a Igreja não é uma instituição apenas humana. Foi instituída por Cristo, que é a Sua Cabeça; logo, seu governo foi definido pelo próprio Senhor, que a quis governada por Pedro (Mt 16, 16-19; Lc 22,31s; Jo 21, 15-17), que goza da assistência do Espírito Santo (Jo 14, 26; Jo 16, 13-15) para não permitir que o depósito da fé se corrompa pelo erro. Até mesmo pessoas que não simpatizam com a Igreja, como o jornalista Ernesto Galli Della Loggia, editorialista do famoso jornal italiano Corriere della Serra, na edição de 16 de outubro de 1998, afirma: "É fato que durante os dois mil anos de sua existência a Igreja Católica permaneceu fundamentalmente fiel ao modelo de autoridade centralizada na pessoa de um único responsável. Verdade é que, dentro da estrutura da Igreja, fazem-se ouvir grupos e correntes que exprimem pontos de vista diversos. Apesar disto, o Papa ainda segura tão firmemente as rédeas do poder em suas mãos que se pode dizer que é o único monarca absoluto que subsistiu através dos tempos no hemisfério ocidental. Isto pode parecer anacrônico a nós, homens modernos. Doutro lado, o pontificado de João Paulo II é um espécimen das vantagens desse sistema quando a liderança toca a um indivíduo excepcional como é o atual Pontífice... As monarquias absolutas nas mãos de personalidades salientes tornam-se fontes de eficaz atividade no curso da história e podem acarretar mudanças ou novas orientações que seriam inconcebíveis em outro contexto. Um ponto favorável à Igreja é que, embora o seu poder centralizado seja absoluto, o cargo de Supremo Pastor não é hereditário, mas eletivo; ao menos nos dois últimos séculos não houve a mínima sombra de nepotismo na sucessão dos Papas". (Pergunte e Responderemos, n. 446/1999, pag. 10(298)) 


CONSTITUIÇÃO ATUAL DA CÚRIA ROMANA
Sumo Pontífice - JOÃO PAULO II
Secretaria de Estado - Cardeal Angelo Sodano Assuntos Gerais - Arcebispo Giovanni Battista Re  Relação com outros Estados - Arcebispo Jean-Louis Tauran


Tribunais
Penitenciária Apostólica - Cardeal William Weakfield Baum Supremo Tribunal da Signatura Apostólica - Arcebispo Zenon Grocholewiski Tribunal da Rota Romana - Arcebispo Mario Francesco Pompeda.

Departamentos
Câmara Apostólica - Cardeal Eduardo Martinez Somalo (Camerlengo) Administração do Patrimônio da Sé Apostólica - D. Lorenzo Antonetti Prefeitura Para Assuntos Econômicos da Santa Sé - Cardeal Edmund Casimir Szoka
Outros Organismos
Prefeitura da Casa Pontifícia - D.Dino Monduzzi Departamento Para as Celebrações Litúrgicas - Mons. Piero Marini Sala da Imprensa da Santa Sé - Dr. Joaquim Navarro-Valls Departamento Central de   Estatística da Igreja - Mons. Vittorio Formenti
Comissões e Comitês
Pontifícia Comissão Para os Bens Culturais da Igreja - D. Francesco Martizano Pontifícia Comissão de Arqueologia Sacra - D. Franchesco Marchizano Pontifícia Comissão Bíblica - Cardeal Joseph Ratzinger Comissão Teológica Internacional - Cardeal Joseph Ratzinger Pontifícia Comissão Ecclesia Dei - Cardeal Angelo Felici Pontifício Comitê Para os Congressos Eucarísticos Internacionais - Cardeal Edouard Gagnon, p.s.s. Pontifício Comitê de Ciências Históricas - Mons. Victor Saxer Comitê Central Para o Grande Jubileu do Ano 2000 - Cardeal Roger Etchegaray Comissão Disciplinar da Cúria Romana - Cardeal Vicenzo Fagiolo
Congregações (Funções Executivas)
1. Sagrada Congregação da Doutrina da Fé - Cardeal Joseph Ratzinger
2. Sagrada Congregação Para as Igrejas Orientais - Cardeal Achille Silvestrini
3. Sagrada Congregação do Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos - Cardeal Jorge Arturo Estevez Medina
4. Sagrada Congregação Para a Causa dos Santos - Arc. José Saraiva Martins
5. Sagrada Congregação dos Bispos - Cardeal Lucas Moreira Neves (do Brasil)
6. Sagrada Congregação Para a Evangelização dos Povos - (Antiga "Propaganda Fide") - Cardeal Josef Tomko
7. Sagrada Congregação do Clero - Cardeal Dario Hoyos Castrillón
8. Sagrada Congregação dos Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica - Cardeal Eduardo Martinez Somalo
9. Sagrada Congregação Para a Educação Católica (Seminários e Institutos Acadêmicos) - Cardeal Pio Laghi Pontifícia Comissão Para a América Latina - Cardeal Bernardin Gantin Supremo Comitê das Pontifícias Obras Missionárias - Cardeal Josef Tomko. Conselho Internacional para a Catequese - D. Dario Castrillon Royos

Pontifícios Conselhos (Promocionais)
1. Pontifício Conselho dos Leigos - Cardeal James Francis Stafford
2. Pontifício Conselho da Unidade dos Cristãos - Cardeal Edward Ioris Cassidy
3. Pontifício Conselho da Família - Cardeal Alfonso Lopez Trujillo
4. Pontifício Conselho de Justiça e Paz - Arc. Francois Xavier Nguyen Van Thuan
5. "Cor Unum" (Obras de Caridade) - Arc. Paul Josef Cordes
6. Pontifício Conselho dos Migrantes e Etinerantes.- Arc. Stephan Fumio Hamao
7. Pontifício Conselho da Pastoral no Campo da Saúde - Arc. Javier Barragán Lozano
8. Pontifício Conselho de Interpretação dos Textos Legislativos - Arc. Julian Herranz
9. Pontifício Conselho Para o Diálogo Inter-religioso - Cardeal Francis Arinze
10. Pontifício Conselho da Cultura - Cardeal Paul Poupard
11. Pontifício Conselho das Comunicações Sociais - Arc. John Patrick Foley Comissão para as Relações Religiosas com o Judaísmo - Cardeal Edward Idris Cassidy. Comissão para as Relações Religiosas com os Mulçumanos - Cardeal Francis Arinze
Instituições Vinculadas à Santa Sé
Arquivo Secreto do Vaticano - Cardeal Luigi Poggi Biblioteca Apostólica do Vaticano - Cardeal Luigi Poggi Pontifícia Academia das Ciências - Prof. Nicola Cabibbo Pontifícia Academia das Ciências Sociais - Prof. Edmond Malinvaud Pontifícia Academia Para a Vida - Prof. Juan de Dios Vial Correa Fábrica de São Pedro - Cardeal Virgílio Noé Esmolaria Apostólica - D. Oscar Rizatto Serviços Centrais do Trabalho da Sé Apostólica - Cardeal Jan Pieter Schotte Tipografia Vaticana - P. Helio Torrigiani, s.d.b.  Livraria Editora Vaticana - Pe. Nicoló Suffi, s.d. b. Rádio Vaticano - Pe. Pasquale Borgomeo Centro Televisivo Vaticano - Pe. Hugo Moretto L’Osservatore Romano - Jornal - Prof. Mario Agnes Falando à Cúria Romana, em 30/12/1995, por ocasião do encerramento do ano, o Papa João Paulo II, disse-lhes: "Este momento, este tradicional encontro para a troca de felicitações, serve para que também a nossa comunidade da Cúria se sinta uma família. Com efeito, a Sé Apostólica e a Cúria Romana não só desempenham as próprias tarefas conexas com o "ministerium petrinum" do Bispo de Roma, mas agrupam e unem pessoas provenientes de todos os continentes, para trabalharem juntas ao serviço do Reino de Deus. E isto permite-lhes ser de vários modos, uns para os outros, um dom recíproco. Caríssimos irmãos e irmãs, as tarefas e o serviço que quotidianamente desempenhais nos vários Dicastérios da Cúria Romana, são de enorme ajuda para o Papa. Dou-me conta disto todos os dias, e não deixo passar ocasião para o ressaltar. Quanto valem a vossa competência, o vosso zelo e o vosso amor pela Igreja! Desejo hoje reafirmá-lo de um modo muito particular, enquato me é grato renovar o agradecimento mais sincero por essa vossa insubstítuível colaboração. Desejo dizer-vos como cada um de vós é dom importante para mim, e quão preciosa é a tarefa que cada um desempenha no Organismo central da Igreja católica." (L’Osservatore Romano, 30/12/1995) Estas palavras do Papa, tão carinhosas para com a Cúria Romana, mostra que não é verdade - como querem alguns - que estes auxiliares diretos do Papa não lhe sejam fiéis, ou que não lhe obedecem. Pelo contrário, são fiéis colaboradores do Sumo Pontífice e, na sua maioria, escolhidos diretamente por ele mesmo.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Brasileira de 9 anos pode ser beatificada


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Brasileira de 9 anos pode ser beatificadaNo dia 31 de outubro, quarta-feira, foi aprovada pelo Vaticano o ínício do processo de beatificação da carioca Odette Vidal de Oliveira.
Odette Vidal, mais conhecida como “Odetinha”, teve seu reconhecimento de fé, confiança e um intenso amor por Deus e pelo próximo. Por esses motivos a Igreja do Ro de Janeiro criou uma comissão coordenada pelo Vigário Episcopal para a Vida Consagrada, Dom Roberto Lopes, para apresentar a candidata oficialmente à Congregação para as Causas dos Santos.
“O primeiro passo foi apresentar a Odetinha, fazendo o pedido oficial à Congregação para as Causas dos Santos, para darmos o início às pesquisas. O Arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, abençoou e assinou esse nosso pedido e, agora, a Congregação já responde àquilo que nós estávamos esperando, que é o ‘nihil obstat’*. O próximo passo é a abertura do processo arquidiocesano. Temos como projeto que, no dia 18 de janeiro de 2013, durante a festa de São Sebastião, se faça essa abertura, quando Dom Orani vai nomear o tribunal, com todos os responsáveis e, a partir daí, a equipe vai convocar todas as pessoas que por ventura tiveram contato com a Odetinha, para que as mesmas respondam perguntas a seu respeito. A ideia inicial é que também, no dia 20 de janeiro, tenhamos uma Missa na Catedral, onde seja designada a Igreja para a qual Odetinha será levada e onde vão ficar suas relíquias. Teremos a exumação de seu corpo e uma série de atividades vão acontecer até o mês de janeiro, preparando tudo isso”, disse Dom Roberto.
Nihil obstat* é uma expressão do latim que significa “nada impede”. É a aprovação oficial, do ponto de vista moral e doutrinário, realizada por um órgão da Igreja Católica.
Breve História de Odette Vidal
Odette Vidal de Oliveira nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 15 de setembro de 1930. Chamada carinhosamente pelos pais de “Odetinha”, lírio de pureza e caridade, dotada de um amor extraordinário a Jesus Eucarístico, ia à missa com sua mãe. Desde muito pequena, aos quatro anos, já possuía colóquios íntimos com o Senhor Sacramentado.
Tendo se mudado para o bairro de Botafogo, na zona sul do Rio, fez a sua Primeira comunhão no Colégio São Marcelo, da Paróquia Imaculada Conceição, ao lado de sua casa, em 15 de agosto de 1937, aos sete anos de idade. Desde então, ao receber a comunhão, dizia: “Oh meu Jesus, vinde agora ao meu coração!”. Seu confessor atestou sua fé viva, confiança inabalável, intenso amor a Deus e ao próximo.
Demonstrou profunda caridade para com os pobres e a busca da santidade de forma impressionante e extraordinária para uma criança tão nova. Inserida de fato na causa de promoção dos mais carentes, gostava muito de ajudá-los com obras concretas de misericórdia, e atividades caritativas semanais (sua mãe fazia uma feijoada aos sábados para os pobres a seu pedido e ela colocava seu avental e servia a todos alegremente). Irradiou e inspirou uma imensa obra social, assumida com seriedade pelos seus pais, tornando-os grandes apóstolos da caridade por toda sua vida. Estes colaboraram efetivamente com muitos Institutos de Vida Religiosa, salvando alguns da falência, além do trabalho com as meninas órfãs (um pedido de Odetinha), até hoje administrado por religiosas e voluntários.
Sua piedade explica o segredo de todo o bem que realizou com máxima paciência, admirada por todos até o fim. A modéstia e o pudor foram um grande sinal de uma alma pura e boa, nos divertimentos mais inocentes de sua infância. Amava os lírios e rezava o terço diariamente, revelando, assim, sua confiança total em Nossa Senhora. Queixava-se, ainda, pelo fato de São José, que tanto trabalhou e sofreu por Jesus e Nossa Senhora, ser tão pouco honrado.
Nos últimos quarenta e nove dias de sua vida sofreu dolorosa enfermidade – paratifo, suportada com paciência cristã. No leito de dor, dizia: “Eu vos ofereço, ó meu Jesus, todos os meus sofrimentos pelas missões e pelas crianças pobres (Cf. Ef. 5, 1-2)”. No dia de sua morte, ocorrida em 25 de novembro de 1939, Odetinha recebeu a Sagrada Comunhão às 7h30min e na ação de graças disse: “Meu Jesus, meu amor, minha vida, meu tudo”. Assim, serenamente, às 8h20min entregou sua alma inocente a Deus.
Ele escolhe tantas vezes os pequeninos para tornar mais evidente as maravilhas de sua Graça. “Foi arrebatada para que a malícia não lhe mudasse o modo de pensar ou para que as aparências enganadoras não seduzissem a sua alma”. (Sb. 4,11).
Seu túmulo situa-se na quadra 06, n.º. 850, no Cemitério São João Batista (Botafogo). Até hoje é um dos mais visitados, sobretudo aos sábados e domingos, por inúmeras pessoas que ali acorrem para agradecer benefícios espirituais e temporais que atribuem à sua intercessão junto a Deus. Sua biografia oficial, lançada no ano seguinte de sua morte pelo Padre Afonso Maria Germe, causou grande comoção na sociedade carioca.
Eis como Odetinha rezava seu “Tercinho de amor”: nas contas pequenas – “Meu Jesus eu vos amo!”; nas contas grandes – “Quero passar meu céu fazendo bem à terra”; nas três últimas contas – “Meu Jesus, abençoai-me, santificai-me, enchei o meu coração de vosso amor”.
Oração de Odette Vidal
Ó querido Jesus, que escolhestes as criancinhas, curando-as e as abençoando, demonstrando particular predileção por elas, que Vos louvam com um louvor perfeito e revelando, assim, o Reino de Deus aos menos favorecidos da sociedade, aos simples e aos humildes.
Olhai com carinho nosso pedido, pelos méritos infinitos de Vosso Santíssimo Coração e do Coração Imaculado da Santíssima Virgem que, se for para a Vossa maior Glória e bem de nossas almas, Vos digneis glorificar, diante de toda a Igreja, a menina Odete Vidal de Oliveira (Odetinha), lírio de pureza e caridade da Igreja Particular de São Sebastião do Rio de Janeiro e exemplo de vida para o povo de Deus.
Unidos em Comunhão eucarística e guiados pela doçura do Espírito Santo, concedei-nos, por sua intercessão, a graça que Vos pedimos. Amém.
Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória ao Pai.
Fonte: Portal Um

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Missa Tridentina

A celebração do Santo Sacrifício da Missa, no Rito Tridentino, também conhecida como a "forma extraordinária do Rito Romano”, como declarou o Papa Bento XVI no Motu Proprio Summorum Pontificum pode ser rezada em todas as paróquias do mundo inteiro, sem mesmo antes deixar de ser permitida.


A SANTA MISSA
A Missa Católica é a mais perfeita representação do irrevogável ato de salvação do Nosso Senhor Jesus Cristo, Seu sacrifício na Cruz. Cada Missa deve manifestar perfeitamente essa doutrina católica através de suas orações e rituais. A liturgia autêntica deve honrar e glorificar a Deus, expiar os homens de seus pecados, e agradecer a Deus pelas graças que Ele concedeu ao mundo. No Santo Sacrifício, mais do que em qualquer outra manifestação de nosso culto a Deus, tem uma plena realização a palavara de Santo Agostinho: “Colimus Deum precando, colit nos Deus miserando.” Rendemos culto a Deus, rezando, e Deus cuida de nós, comunicando-nos os tesouros de sua misericórdia. Nossas relações para com Deus são expressas pela Oração e pelo Sacrifício; as relações de Deus para conosco são o exercício de sua misericórdia infinita, instruindo-nos e comunicando-se a nós. E onde melhor se realizará esse intercâmbio spiritual do que no Santo Sacrifício da Missa? Nele falamos a Deus e Ele nos fala: nele nos oferecemos a Deus em união com o divino Medianeiro, que é Jesus Cristo, e Ele se une às nossas almas, no Sacramento do amor.

RITO TRIDENTINO

A Forma Extraordinária do Rito Romano é a liturgia da Igreja Católica em uso antes da reforma do Concílio Vaticano II. Inclui a missa, os sacramentos, vários ritos de bençãos e mais. A Missa é as vezes chamada de Missa “Tridentina” porque “Tridentino” se refere ao Concílio de Trento (1545-1563), que unificou a prática litúrgica na Igreja Ocidental. O Papa São Pio V alcançou esta meta em 1570 quando emitiu a restauração do Missal Romano após o Concilio. A Missa Tridentina foi baseada nas mais antigas e veneráveis fontes litúrgicas Ocidentais. São Pio V decretou na Bula Papal conhecida como Quo Primum que seu único rito de Missa fosse usado por todos na Santa Igreja. No entanto, exceções foram feitas para os ritos que tinham estado em uso contínuo por pelo menos 200 anos. Por que o Latim? O latim continua sendo a língua oficial da Igreja Católica Romana e tem sido usado como a língua litúrgica no Ocidente desde o século III. A natureza imutável do latim tem conservado a doutrina ortodoxa da Missa, que nos foi herdada dos pais da Santa Igreja. O uso do latim na Missa e em documentos oficiais da Igreja tem sido fundamental em apoiar a universalidade e unidade da Igreja. O papa Bento XVI indicou o uso de latim e o canto Gregoriano na liturgia na sua Exortação Papal de 2007 sobre a Eucaristia Sacramentum Caritatis.  Embora a Missa Tradicional seja dita ou cantada em latim, a maioria dos fiéis que participam na liturgia usam seus próprios livros de oração (missais), que contém o texto em latim acompanhado por sua tradução no vernáculo. As regras que explicam como tal participação deve ocorrer estão na encíclica Mediador Dei do Papa São Pio XII, par. 106.


Fonte: http://www.missatridentina.com.br/

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Por que ir a Missa Tridentina

Escrevi este artigo em 15 de abril de 2012

Já ouvi muitos questionamentos quanto à missa nova e tridentina. Se em ambas está presente o sacerdote, Cristo, sua palavra e seu corpo na eucaristia, por que vou à missa tridentina?
Primeiramente como músico, prefiro começar pela música. Quem canta reza duas vezes, dizia Santo Agostinho, música e sacralidade tem tudo a ver. Certos tipos de ritmos e músicas não são adequadas para a missa, as que tocam atualmente nas missas brasileiras estão totalmente inapropriadas. O canto gregoriano eleva a alma a Deus, ao som do coro e do órgão  podemos cantar a beleza de Deus, lembrando que a música é cantada para Deus e não para agradar as pessoas.
Segundo ponto, por causa do respeito que se deve a missa. Na santa missa não se batem palmas, não se assiste sentado ou sem nenhuma reverência, se acompanha modestamente vestido sem conversas ou atitudes insanas.
Terceiro, por causa do rito em si. Há no padre postura, ele é Cristo, está propriamente paramentado, sabe muito bem o que está celebrando, se humilha perante Deus, e pede que ele seja purificado de seus pecados antes de adentrar o altar. Ainda no coro, ele precisamente pronuncia as primeiras palavras “Entrarei no altar de Deus, ao Deus que dá alegria a minha juventude”. Em todos os lugares no mundo o rito latino é o mesmo, não se muda nem mesmo um único gesto ou palavra, demonstra a universalidade da Igreja. A postura do sacerdote que se inclina a Deus, ele está ali, e roga a Deus por nós, como Cristo. Todo o mistério de Cristo está ali, não se pode perder nenhum detalhe. É visualmente belo, sonoramente audível, fisicamente edificante, em todo sentido é um culto exclusivamente à Deus, e o homem deve se inclinar e adorá-lo, escutá-lo, submeter-se, entregar-se, converter-se. Ou seja não é simplesmente um rito é um ato de fé e adoração.
Quarto, por causa do silêncio, ao menos que pelas primeiras vezes não pudesse entender por completo todos os gestos, sinais e dizeres, fiquei em silêncio e contemplava tudo o que acontecia, tudo o que estava ali me levava a rezar e pensar na minha salvação.
Quinto, por causa da contemplação, como admiramos os quadros, pinturas e imagens esculpidas, que iconografiam nossa fé, a santa missa no rito tridentino é contemplativa, mais parecem o céu.
Sexto, por causa da sacralidade, não se pode confundir coisas santas e profanas. Elas se opõem, a começar pelas músicas e termina pela maneira de se vestir.  Nas missas brasileiras se procura imitar até mesmo o modo de se vestir na sociedade, não se pode confundir. A modéstia no vestir, por exemplo, inspira muitas pessoas a viver uma vida santa. Não somente isso, não temos o direito de tocar na Eucaristia, somente o sacerdote tem as mãos ungidas para tal, somos indignos e não recebemos essa missão.
Sétimo, por causa da humilde inclinação, não se quer chegar a Deus por força de palavras, mas pela humildade e arrependimento, ninguém pede perdão a Deus sem um gesto de inclinação, no caso durante o Kyrie, e também nos momentos apropriados, bate-se no peito dizendo “Minha culpa, minha culpa, minha tão grande culpa”, somos nós os responsáveis pelos nossos atos, pecamos e estamos arrependidos.
Oitavo, por causa da orientação. Vou explicar, na missa tridentina, a orientação é Deus chamada versus Deum, ele está no sacrário e no crucifixo, toda a nossa atenção está em Deus, e não no leitor, no salmista, no cantor, nos ministros da comunhão que está no altar, nos coroinhas, de jeito nenhum, temos somente olhos para Cristo.
Nono, a missa tridentina devolve ao católicos a sua verdadeira fé, não sentimos em nós mas o vemos com os nossos olhos a sacralidade da missa. Não estamos com os olhos no meio ou em nós mas no céu, no alto, buscando afeiçoarmos ao Senhor nossas vidas. E de joelhos adoremos ao Rei dos Reis, Jesus Cristo que é digno de toda honra e majestade.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Missa Sertaneja com chapéu e acordeão



Cachoeira Paulista, sábado, 24 de novembro de 2012 – “Procissão de entrada” dos sacerdotes concelebrantes em Missa do Padre Fábio de Melo no VI Acampamento Canção Nova Sertaneja. A esta aberração, restam apenas as duras palavras do livro do Profeta Malaquias (2, 3):
“A vós, ó sacerdotes, dou esta ordem: Se não me ouvirdes, se não tomardes a peito a glória de meu nome – diz o Senhor dos exércitos -, lançarei contra vós a maldição, trocarei em maldições as vossas bênçãos; aliás, já o fiz, porque não tomastes a peito (as minhas ordens). Eis que vou abater vosso braço, espalhar-vos esterco no rosto – o esterco de vossas festas – e sereis lançados fora com ele” .

Missa mágica, mais uma do capeta... veja no vídeo:

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=ooPjHBsknJ4#!

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Hábito e disciplina atraem vocações para a Igreja

Vocações querem vida religiosa tradicional séria













Os conventos de religiosas se modernizaram no período posconciliar adotando o figurino da “Igreja nova” e “jovem”.

Porém, na maioria dos casos acabaram se desertificando por causa de renúncias, apostasias, e falta de vocações.

Nos EUA, segundo a rádioNPR, a média da idade das freiras é cada vez mais alta e as vocações são largamente insuficientes.

Porém, algo mudou a fundo nos últimos anos.

Conventos como os das dominicanas de Santa Cecília em Nashville, Tennessee, assistem a uma explosão de noviças com um promedio de idade de 23 anos.

Não atraem vocações!
A questão é que as dominicanas de Nashville usam os hábitos tradicionais e seguem uma disciplina de vida estrita marcada pela oração, o ensino e o silêncio.

E essa é uma nota comum da nova onda de mosteiros em crescimento.

Na capela de Santa Cecília, o dia começa no mais estrito silêncio às 5:30 da manhã.

Nessa hora só se ouve o fru-fru dos hábitos, mas na capela há mais de 150 moças ajoelhadas, rezando e cantando.

Há algumas freiras idosas do antigo período “jovem e aggiornato” em cadeira de rodas.

Hábito diz: "somos esposas de Cristo"
O que está acontecendo?

As refeições também são em silêncio, com as religiosas sentadas lado a lado em longas mesas, vestindo hábitos completos e véu, servidas pelas noviças.

A Irmã Joana de Arco já foi jogadora de basquete, se doutorou na Notre Dame Law School, e foi voluntária na África, mas só no mosteiro de estrita observância sintiu-se à vontade. “Deus pediu-me: entrega-me tua vida!”, conta ela.

Elas acham que o hábito completo branco das dominicanas “é maravilhoso, é uma lembrança continua de sermos esposas de Cristo”, como diz a Irmã Mara Rose McDonnell.
“O hábito fala aos outros que existe uma realidade além deste mundo. É o Céu. Nós todas estamos voltadas para o Céu”, acrescenta.

A Irmã Anna Joseph Van Acker explica: “nossa geração está sedenta de ortodoxia”.

A maioria delas visitou vários conventos, mas como diz a irmã Joana de Arco “eu desmaiei quando as vi com seus hábitos, com aquela alegria, ouvindo ou cantando. Ô! Foi algo cativante, mas tão cativante!”, exclama.
Os bispos católicos imploram religiosas dominicanas para cuidarem de escolas paroquiais. Mais de 100 delas ensinam em 34 escolas de 13 Estados.

Elas produzem uma forte e positiva impressão nos alunos porque não batem com o estereotipo de freira desbotada.

As 300 dominicanas de Santa Cecília, comenta a NPR, com seus longos hábitos, seu regime disciplinar, seu incessante ritmo de silencio e orações, estão fazendo do conservadorismo o novo pólo de radicalidade na Igreja Católica.
http://luzesdeesperanca.blogspot.com.br/2011/02/habito-e-disciplina-atraem-vocacoes.html