segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Missa Tridentina

A celebração do Santo Sacrifício da Missa, no Rito Tridentino, também conhecida como a "forma extraordinária do Rito Romano”, como declarou o Papa Bento XVI no Motu Proprio Summorum Pontificum pode ser rezada em todas as paróquias do mundo inteiro, sem mesmo antes deixar de ser permitida.


A SANTA MISSA
A Missa Católica é a mais perfeita representação do irrevogável ato de salvação do Nosso Senhor Jesus Cristo, Seu sacrifício na Cruz. Cada Missa deve manifestar perfeitamente essa doutrina católica através de suas orações e rituais. A liturgia autêntica deve honrar e glorificar a Deus, expiar os homens de seus pecados, e agradecer a Deus pelas graças que Ele concedeu ao mundo. No Santo Sacrifício, mais do que em qualquer outra manifestação de nosso culto a Deus, tem uma plena realização a palavara de Santo Agostinho: “Colimus Deum precando, colit nos Deus miserando.” Rendemos culto a Deus, rezando, e Deus cuida de nós, comunicando-nos os tesouros de sua misericórdia. Nossas relações para com Deus são expressas pela Oração e pelo Sacrifício; as relações de Deus para conosco são o exercício de sua misericórdia infinita, instruindo-nos e comunicando-se a nós. E onde melhor se realizará esse intercâmbio spiritual do que no Santo Sacrifício da Missa? Nele falamos a Deus e Ele nos fala: nele nos oferecemos a Deus em união com o divino Medianeiro, que é Jesus Cristo, e Ele se une às nossas almas, no Sacramento do amor.

RITO TRIDENTINO

A Forma Extraordinária do Rito Romano é a liturgia da Igreja Católica em uso antes da reforma do Concílio Vaticano II. Inclui a missa, os sacramentos, vários ritos de bençãos e mais. A Missa é as vezes chamada de Missa “Tridentina” porque “Tridentino” se refere ao Concílio de Trento (1545-1563), que unificou a prática litúrgica na Igreja Ocidental. O Papa São Pio V alcançou esta meta em 1570 quando emitiu a restauração do Missal Romano após o Concilio. A Missa Tridentina foi baseada nas mais antigas e veneráveis fontes litúrgicas Ocidentais. São Pio V decretou na Bula Papal conhecida como Quo Primum que seu único rito de Missa fosse usado por todos na Santa Igreja. No entanto, exceções foram feitas para os ritos que tinham estado em uso contínuo por pelo menos 200 anos. Por que o Latim? O latim continua sendo a língua oficial da Igreja Católica Romana e tem sido usado como a língua litúrgica no Ocidente desde o século III. A natureza imutável do latim tem conservado a doutrina ortodoxa da Missa, que nos foi herdada dos pais da Santa Igreja. O uso do latim na Missa e em documentos oficiais da Igreja tem sido fundamental em apoiar a universalidade e unidade da Igreja. O papa Bento XVI indicou o uso de latim e o canto Gregoriano na liturgia na sua Exortação Papal de 2007 sobre a Eucaristia Sacramentum Caritatis.  Embora a Missa Tradicional seja dita ou cantada em latim, a maioria dos fiéis que participam na liturgia usam seus próprios livros de oração (missais), que contém o texto em latim acompanhado por sua tradução no vernáculo. As regras que explicam como tal participação deve ocorrer estão na encíclica Mediador Dei do Papa São Pio XII, par. 106.


Fonte: http://www.missatridentina.com.br/

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Por que ir a Missa Tridentina

Escrevi este artigo em 15 de abril de 2012

Já ouvi muitos questionamentos quanto à missa nova e tridentina. Se em ambas está presente o sacerdote, Cristo, sua palavra e seu corpo na eucaristia, por que vou à missa tridentina?
Primeiramente como músico, prefiro começar pela música. Quem canta reza duas vezes, dizia Santo Agostinho, música e sacralidade tem tudo a ver. Certos tipos de ritmos e músicas não são adequadas para a missa, as que tocam atualmente nas missas brasileiras estão totalmente inapropriadas. O canto gregoriano eleva a alma a Deus, ao som do coro e do órgão  podemos cantar a beleza de Deus, lembrando que a música é cantada para Deus e não para agradar as pessoas.
Segundo ponto, por causa do respeito que se deve a missa. Na santa missa não se batem palmas, não se assiste sentado ou sem nenhuma reverência, se acompanha modestamente vestido sem conversas ou atitudes insanas.
Terceiro, por causa do rito em si. Há no padre postura, ele é Cristo, está propriamente paramentado, sabe muito bem o que está celebrando, se humilha perante Deus, e pede que ele seja purificado de seus pecados antes de adentrar o altar. Ainda no coro, ele precisamente pronuncia as primeiras palavras “Entrarei no altar de Deus, ao Deus que dá alegria a minha juventude”. Em todos os lugares no mundo o rito latino é o mesmo, não se muda nem mesmo um único gesto ou palavra, demonstra a universalidade da Igreja. A postura do sacerdote que se inclina a Deus, ele está ali, e roga a Deus por nós, como Cristo. Todo o mistério de Cristo está ali, não se pode perder nenhum detalhe. É visualmente belo, sonoramente audível, fisicamente edificante, em todo sentido é um culto exclusivamente à Deus, e o homem deve se inclinar e adorá-lo, escutá-lo, submeter-se, entregar-se, converter-se. Ou seja não é simplesmente um rito é um ato de fé e adoração.
Quarto, por causa do silêncio, ao menos que pelas primeiras vezes não pudesse entender por completo todos os gestos, sinais e dizeres, fiquei em silêncio e contemplava tudo o que acontecia, tudo o que estava ali me levava a rezar e pensar na minha salvação.
Quinto, por causa da contemplação, como admiramos os quadros, pinturas e imagens esculpidas, que iconografiam nossa fé, a santa missa no rito tridentino é contemplativa, mais parecem o céu.
Sexto, por causa da sacralidade, não se pode confundir coisas santas e profanas. Elas se opõem, a começar pelas músicas e termina pela maneira de se vestir.  Nas missas brasileiras se procura imitar até mesmo o modo de se vestir na sociedade, não se pode confundir. A modéstia no vestir, por exemplo, inspira muitas pessoas a viver uma vida santa. Não somente isso, não temos o direito de tocar na Eucaristia, somente o sacerdote tem as mãos ungidas para tal, somos indignos e não recebemos essa missão.
Sétimo, por causa da humilde inclinação, não se quer chegar a Deus por força de palavras, mas pela humildade e arrependimento, ninguém pede perdão a Deus sem um gesto de inclinação, no caso durante o Kyrie, e também nos momentos apropriados, bate-se no peito dizendo “Minha culpa, minha culpa, minha tão grande culpa”, somos nós os responsáveis pelos nossos atos, pecamos e estamos arrependidos.
Oitavo, por causa da orientação. Vou explicar, na missa tridentina, a orientação é Deus chamada versus Deum, ele está no sacrário e no crucifixo, toda a nossa atenção está em Deus, e não no leitor, no salmista, no cantor, nos ministros da comunhão que está no altar, nos coroinhas, de jeito nenhum, temos somente olhos para Cristo.
Nono, a missa tridentina devolve ao católicos a sua verdadeira fé, não sentimos em nós mas o vemos com os nossos olhos a sacralidade da missa. Não estamos com os olhos no meio ou em nós mas no céu, no alto, buscando afeiçoarmos ao Senhor nossas vidas. E de joelhos adoremos ao Rei dos Reis, Jesus Cristo que é digno de toda honra e majestade.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Missa Sertaneja com chapéu e acordeão



Cachoeira Paulista, sábado, 24 de novembro de 2012 – “Procissão de entrada” dos sacerdotes concelebrantes em Missa do Padre Fábio de Melo no VI Acampamento Canção Nova Sertaneja. A esta aberração, restam apenas as duras palavras do livro do Profeta Malaquias (2, 3):
“A vós, ó sacerdotes, dou esta ordem: Se não me ouvirdes, se não tomardes a peito a glória de meu nome – diz o Senhor dos exércitos -, lançarei contra vós a maldição, trocarei em maldições as vossas bênçãos; aliás, já o fiz, porque não tomastes a peito (as minhas ordens). Eis que vou abater vosso braço, espalhar-vos esterco no rosto – o esterco de vossas festas – e sereis lançados fora com ele” .

Missa mágica, mais uma do capeta... veja no vídeo:

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=ooPjHBsknJ4#!

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Hábito e disciplina atraem vocações para a Igreja

Vocações querem vida religiosa tradicional séria













Os conventos de religiosas se modernizaram no período posconciliar adotando o figurino da “Igreja nova” e “jovem”.

Porém, na maioria dos casos acabaram se desertificando por causa de renúncias, apostasias, e falta de vocações.

Nos EUA, segundo a rádioNPR, a média da idade das freiras é cada vez mais alta e as vocações são largamente insuficientes.

Porém, algo mudou a fundo nos últimos anos.

Conventos como os das dominicanas de Santa Cecília em Nashville, Tennessee, assistem a uma explosão de noviças com um promedio de idade de 23 anos.

Não atraem vocações!
A questão é que as dominicanas de Nashville usam os hábitos tradicionais e seguem uma disciplina de vida estrita marcada pela oração, o ensino e o silêncio.

E essa é uma nota comum da nova onda de mosteiros em crescimento.

Na capela de Santa Cecília, o dia começa no mais estrito silêncio às 5:30 da manhã.

Nessa hora só se ouve o fru-fru dos hábitos, mas na capela há mais de 150 moças ajoelhadas, rezando e cantando.

Há algumas freiras idosas do antigo período “jovem e aggiornato” em cadeira de rodas.

Hábito diz: "somos esposas de Cristo"
O que está acontecendo?

As refeições também são em silêncio, com as religiosas sentadas lado a lado em longas mesas, vestindo hábitos completos e véu, servidas pelas noviças.

A Irmã Joana de Arco já foi jogadora de basquete, se doutorou na Notre Dame Law School, e foi voluntária na África, mas só no mosteiro de estrita observância sintiu-se à vontade. “Deus pediu-me: entrega-me tua vida!”, conta ela.

Elas acham que o hábito completo branco das dominicanas “é maravilhoso, é uma lembrança continua de sermos esposas de Cristo”, como diz a Irmã Mara Rose McDonnell.
“O hábito fala aos outros que existe uma realidade além deste mundo. É o Céu. Nós todas estamos voltadas para o Céu”, acrescenta.

A Irmã Anna Joseph Van Acker explica: “nossa geração está sedenta de ortodoxia”.

A maioria delas visitou vários conventos, mas como diz a irmã Joana de Arco “eu desmaiei quando as vi com seus hábitos, com aquela alegria, ouvindo ou cantando. Ô! Foi algo cativante, mas tão cativante!”, exclama.
Os bispos católicos imploram religiosas dominicanas para cuidarem de escolas paroquiais. Mais de 100 delas ensinam em 34 escolas de 13 Estados.

Elas produzem uma forte e positiva impressão nos alunos porque não batem com o estereotipo de freira desbotada.

As 300 dominicanas de Santa Cecília, comenta a NPR, com seus longos hábitos, seu regime disciplinar, seu incessante ritmo de silencio e orações, estão fazendo do conservadorismo o novo pólo de radicalidade na Igreja Católica.
http://luzesdeesperanca.blogspot.com.br/2011/02/habito-e-disciplina-atraem-vocacoes.html

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Na última catequese do ano, Santo Padre reflete sobre a fé de Maria


Na última catequese de 2012, nesta quarta-feira, 19, o Papa Bento XVI centrou suas reflexões sobre a fé de Maria a partir do mistério da Anunciação. Ele destacou a humildade e a obediência de fé da Virgem Maria.

Acesse
.: NA ÍNTEGRA: Catequese de Bento XVI – 19/12/2012


O Pontífice lembrou que o evangelista Lucas conta a história de Maria fazendo um paralelo com a história de Abraão. Da mesma forma que este respondeu ao chamado de Deus para sair da terra onde morava rumo a uma terra desconhecida, também Maria foi confiante no plano do Senhor.

“... assim Maria confia com plena confiança na palavra que lhe anuncia o mensageiro de Deus e torna-se modelo e mãe de todos os crentes”.

Bento XVI destacou que a saudação do anjo a Maria é também um convite à alegria; anuncia o fim da tristeza presente no mundo, o fim do sofrimento, da maldade, da escuridão do mal “que parece obscurecer a luz da bondade divina”.

O Santo Padre mencionou ainda que a abertura da alma a Deus e à sua ação implica também o elemento que é a treva. Ele lembrou que o caminho de Abraão é marcado pela alegria, quando recebe o filho Isaac, mas também por um momento de treva, quando precisa se dirigir ao monte Moria para cumprir um gesto paradoxal: Deus lhe pede para sacrificar o filho que havia acabado de lhe dar.

Da mesma forma, Maria viveu a alegria na Anunciação e a treva na crucificação do Filho, para poder chegar à luz da Ressurreição. Então Bento XVI destacou que não é diferente quando se trata do caminho de fé de cada um dos fiéis, já que há momentos de luz e outros em que Deus parece ausente.

“Mas quanto mais nos abrimos a Deus, acolhemos o dom da fé, colocamos totalmente Nele a nossa confiança – como Abraão e como Maria – tanto mais Ele nos torna capazes, com a sua presença, de viver cada situação da vida na paz e na certeza da sua fidelidade e do seu amor. Isso, porém, significa sair de si mesmo e dos próprios projetos, para que a Palavra de Deus seja a luz que guia os nossos pensamentos e as nossas ações”.

Concluindo suas reflexões, Bento XVI enfatizou que os fiéis são convidados, na celebração do Natal do Senhor, a viver esta  mesma humildade e obediência de fé. A próxima audiência
 do Papa com os fiéis será em 2 de janeiro de 2013.
 

terça-feira, 20 de novembro de 2012

As 5 filhas da Inveja - São Tomas de Aquino






De Malo, questão 10, artigo 3 - A inveja é pecado capital. As filhas da inveja:

Murmuração, detração, ódio, exultação pela adversidade, aflição pela prosperidade.

Como dissemos acima, vícios capitais são aqueles que, a título de causa final, geram outros vícios. Ora, o fim tem caráter de bem e, do mesmo modo, a vontade tende ao bem e à fruição do bem, que é o prazer. Por isso, assim como a vontade é movida a agir pelo bem é também movida pelo prazer.

Deve-se também considerar que, assim como o bem é o fim do movimento volitivo de perseguir [prosecutio: tender a um bem para obtê-lo], assim também o mal é o fim do movimento volitivo que é o fugir: do mesmo modo como alguém que quer obter um bem, persegue-o; assim também quem quer evitar um mal, foge dele. E como o prazer é a fruição de um bem, assim também a tristeza é um certo termo do mal que oprime o ânimo. O homem que repudia a tristeza é levado a fazer muitas coisas para afastar a tristeza ou as coisas que inclinam à tristeza.

Ora, sendo a inveja uma tristeza pela glória de outro, considerada como um certo mal, segue-se que, movido pela inveja, tenda a fazer coisas contra a ordem moral para atingir o próximo e, assim, a inveja é vício capital.

Nesse impulso da inveja, há princípio e termo final. O princípio é precisamente impedir a glória alheia, que é o que entristece o invejoso, e isto se faz diminuindo o bem do outro ou falando mal dele: disfarçadamente, pela murmuração [sussurratio, fofoca], ou abertamente, pela detração.

Já o termo final da inveja pode ser considerado de dois modos: um primeiro diz respeito à pessoa invejada e, nesse caso, o impulso da inveja termina, por vezes, em ódio, isto é, o invejoso não só se entristece pela superioridade do outro, mas, mais do que isso, quer seu mal sob todos os aspectos.

De um outro modo, o termo final desse impulso pode ser considerado por parte do próprio invejoso, que se alegra quando consegue obter o fim que intentava: diminuir a glória do próximo e, assim, se constitui esta filha da inveja que é a exultação pela adversidade do próximo. Mas, quando não consegue obter seu propósito - o de impedir a glória do próximo -, então se entristece: é a filha da inveja chamada aflição pela prosperidade do próximo.

Fonte: http://vigariodesinformado.blogspot.com.br/2012/11/as-cinco-provas-da-existencia-de-deus.html

 http://www.padremarcelotenorio.com/2012/11/as-5-filhas-da-inveja-santo-tomas-de.html